O QUE É O LIMPA BRASIL!


O Limpa Brasil Let’s do it! é um movimento de cidadania e cuidado com o meio ambiente!

A ideia é convidar os cidadãos para ajudar a limpar suas cidades em um dia. E incentivar a reflexão para a mudança do hábito de jogar lixo fora do lixo.

participe!

Reciclagem de embalagens pode render US$ 100 mi às siderúrgicas

Há algum tempo a reciclagem tem sido menos um rótulo de comportamento politicamente correto para se tornar, cada vez mais, um sinônimo de economia de altas cifras para empresas. Depois do sucesso da reutilização de latas de alumínio no Brasil – índice que atualmente gira em torno de 97% – agora é a vez das embalagens de aço. Em cinco anos, a indústria siderúrgica poderá deixar de comprar o equivalente a quase US$ 100 milhões em minério de ferro, por ano, utilizando aço reciclado.

“A reciclagem de embalagens de aço é infinita, e esse produto pode voltar tanto para a cadeia automotiva quanto para aconstrução civil ou para o próprio segmento”, afirma a gerente-executiva da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço), Thaís Fagury. A ideia do projeto começou com uma viagem para a Europa em que a engenheira de alimentos visitou países como Bélgica e Suíça, onde o índice de reciclagem de embalagens de aço ultrapassa 97%. “Percebemos essa necessidade no Brasil e por isso iniciamos, há cerca de três anos, estudos para implantar essa prática por aqui”, explica.

O próximo passo, segundo Fagury, foi adequar a nova entidade, a Prolata, à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). A união de 15 grandes empresas do setor resultou no aporte inicial de R$ 1 milhão para criar um centro modelo de reciclagem, em São Paulo.

“Em 2011, o setor produziu 600 mil toneladas de embalagens de aço, das quais 280 mil toneladas foram recicladas e totalmente absorvidas pela siderurgia”, destaca Fagury. Em cinco anos, a expectativa da Prolata é reutilizar até 70% da produção nacional. A gerente-executiva da Abeaço explica que, a cada tonelada de aço reciclada, a siderurgia deixa de comprar 1,5 tonelada de minério de ferro. “Esse processo é rentável para as siderúrgicas e ambientalmente correto”, ressalta Fagury.

Economia é a palavra-chave. Se a previsão da Prolata se confirmasse hoje, a siderurgia nacional deixaria de comprar 630 mil toneladas de minério de ferro, o equivalente a quase US$ 100 milhões. Mas a tarefa não será fácil. “Grande parte dos investimentos será direcionada à conscientização ambiental”, diz Fagury.

Segundo a executiva da Abeaço, o ciclo de reciclagem começa com os sucateiros, que vendem o material a cooperativas que, posteriormente, repassam a sucata para centros de coleta. “A ideia da Prolata é que cooperativas negociem diretamente com as siderúrgicas para maior geração de renda”, diz. Ela explica que a grande dificuldade do catador é para quem vender o material coletado. “Estamos trabalhando para que o sucateiro possa ser mais bem remunerado na cadeia”, diz a engenheira de alimentos.

Modelo de sucesso

O Brasil já é campeão na reciclagem de outro metal importante, o alumínio. Segundo dados mais recentes da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), em 2010 foram recicladas 97,6% das latas de alumínio para bebidas produzidas no País. Boa parte dessa quantidade vem da fabricante de laminados Novelis.

“Possuímos seis centros de coleta de latas de alumínio espalhados pelo País”, afirmou ao DCI o diretor de Reciclagem da Novelis, Carlos Roberto de Morais. Segundo o executivo, em 2011 a empresa reciclou 50% de sua fabricação de laminados, tipo de alumínio que atende ao nicho de latas de bebida.

Em 2012, esse índice deve subir para 60%. “O mercado tem crescido a cada ano e estamos nos preparando para atender essa demanda também com a reciclagem. Hoje, metade das latas para bebidas comercializadas no País vem da Novelis”, diz.

O processamento de reciclados da Novelis acontece na unidade de Pindamonhangaba (SP), que no ano passado recebeu um aporte de US$ 32 milhões da matriz norte-americana. “Utilizaremos essa cifra para a expansão da linha de reciclagem, que para a empresa é fundamental”, diz Morais. Ele destaca que o alumínio remunera a cadeia toda, por isso essa prática já é comum, no Brasil. “Qualquer pessoa pode receber essa fatia do bolo”, afirma o executivo da Novelis.

Para que o setor de embalagens de aço tenha o mesmo êxito que o de latas de alumínio, o diretor da Novelis destaca duas práticas fundamentais. “Conscientização acerca da reciclagem e remunerar toda a cadeia. O sucesso todo está no modelo de negócio”, diz. Morais destaca ainda que, em breve, a matéria-prima ficará escassa. “Por isso a reciclagem é importante, pois o alumínio é infinitamente reciclável”, ressalta.

Morais afirma que a ampliação da capacidade do setor de reciclagem de Pindamonhangaba deve saltar de 150 mil para 200 mil toneladas por ano.

A companhia tem ainda como meta aumentar para 80% a quantidade de metal reciclado em suas operações de laminação até 2020.

FONTE: DCI

O manual da reciclagem

Os especialistas derrubam alguns dos mitos mais difundidos sobre a reciclagem e dão dicas básicas para quem quer começar a separar o lixo

VALE A PENA FAZER
Separar o lixo seco de todos os restos orgânicos: um copo sujo de cafezinho pode inutilizar quilos de papel limpo- e reciclável.

Lavar as embalagens para retirar os resíduos dos alimentos e dos produtos de higiene e limpeza.

NÃO VALE A PENA FAZER
Separar o lixo seco por tipo de material. As empresas e cooperativas farão uma nova triagem- estando o lixo organizado ou não.

Amassar latas e garrafas PET ou desmontar as embalagens longa-vida. São medidas que não encurtam em nada o processo de reciclagem.

O LIXO ESPECIAL

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Lâmpadas
O que fazer: separar as fluorescentes num lixo à parte. Misturados aos outros restos, os cacos costumam ferir os catadores. Já as lâmpadas incandescentes não são recicladas, uma vez que, segundo mostram as pesquisas, não causam impacto negativo no meio ambiente – elas devem ser depositadas, portanto, no lixo comum.
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Baterias
O que fazer: reciclam-se só as de telefones sem fio, filmadoras e celulares – as outras, assim como as pilhas, têm baixa concentração de metais pesados e por essa razão não são tidas como prejudiciais ao meio ambiente. Para reciclar, faça um lixo separado: como as baterias são frágeis, podem romper-se e contaminar o restante dos detritos.
DOMINGUES{txtalt}
Cacos de vidros planos e de espelhos
O que fazer: embalar em jornal e colocar num lixo separado. Seguirão para vidraçarias – e não para as tradicionais fábricas que reciclam vidro.

AS CIDADES QUE MAIS RECICLAM
Os cinco municípios brasileiros onde a prefeitura faz chegar o serviço de coleta seletiva a 100% das residências, segundo um novo levantamento por amostragem no país:

1. Curitiba (Paraná)
A cidade é uma das campeãs em reciclagem: a fórmula que deu certo lá inclui o uso de caminhões que recolhem apenas o lixo seco- sem nenhum resto orgânico. O resultado é que o lixo fica mais limpo e acaba vendido por um preço mais alto às indústrias de reciclagem. Isso ajuda a tornar o sistema de coleta seletiva em Curitiba mais barato (e viável) que o da maioria das cidades brasileiras

2. Itabira (Minas Gerais)

3. Londrina (Paraná)

4. Santo André (São Paulo)

5. Santos (São Paulo)

 

PEDRO RUBENS{txtalt}

OS ESTRAGOS DO ÓLEO DE COZINHA
O óleo de cozinha é um dos alimentos mais nocivos ao meio ambiente. Jogado no ralo da pia, ele termina contaminando rios e mares. Eis o número:

1 LITRO de óleo de cozinha polui 1 MILHÃO DE LITROS de água.

Como reciclar: colocar o óleo em garrafas PET bem vedadas e entregá-las a uma das várias organizações especializadas nesse tipo de reciclagem (ver no site www.cempre.org.br).

Destinos do óleo usado: fábricas de sabão e produção de biodiesel.

FONTE: PLANETA SUSTENTÁVEL

Tietê: lixo retirado equivale a 20 piscinões

Em todo ano passado foram removidos 3,3 milhões de m3 de sedimentos do rio e seus aluentes. Rio Pinheiros também foi beneficiado

O Governo do Estado fez a lição de casa e removeu ano passado 3,3 milhões de m3 de sedimentos do rio Tietê, com 61 máquinas. O volume representa 60% da capacidade dos 30 piscinões do Estado. De acordo com o próprio governo do Estado, é como se, em menos de um ano, tivessem sido acrescentados 20 novos piscinões ao sistema estadual de combate às enchentes.

O número será divulgado hoje pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) em visita às obras de desassoreamento do rio Pinheiros. De lá, já foram removidos ano passado 450 mil m3 de lixo.
Segundo o DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), responsável pelo trabalho na calha do Tietê, a limpeza aumenta a capacidade de vazão das águas da chuva. A calha foi projetada para aguentar 120 mm de chuva por dia. Este ano, a cidade registrou 239 mm de água, metade do índice de janeiro de 2011.

A colaboração de São Pedro, somado à limpeza, ajudou a evitar que a marginal Tietê alagasse, como ocorreu no verão passado.

O desassoreamento do rio Tietê é feito em três frentes. No total, 66 km de rios e córregos são limpos. O trecho mais extenso tem 25 km e vai da rodovia Ayrton Senna à foz do córrego Três Pontes, na divisa da capital com Itaquaquecetuba.

O material recolhido é transportado por barco ou caminhões para a lagoa de Carapicuíba. Lá, passa por uma triagem para que seja definida, em seguida, sua destinação final.

FONTE: BAND | DO METRO SP

Sacolinhas podem estar com os dias contados na Europa

Consulta pública lançada pelo braço executivo da União Europeia vai decidir como reduzir o consumo das sacolas plásticas

A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia (UE), lançou no dia 18 de maio uma ampla campanha pública para que a população dos Estados associados decida, até o mês de agosto, qual será o método utilizado para reduzir o consumo de sacolas plásticas. Há duas opções: proibir sua utilização em lojas ou exigir uma taxa cada vez que seu uso se faça necessário.

Em média, cada europeu utiliza 500 sacolas plásticas de supermercado por ano. De acordo com a Comissão Europeia, foram produzidas 3,4 milhões de toneladas de sacolas plásticas em 2008, o que equivale ao peso de dois milhões de carros.

O destino das sacolinhas é quase sempre o mar. Aproximadamente 250 bilhões de pedaços de plástico, com o peso global de 500 toneladas, poluem o Mediterrâneo. Quem sofre com isso são os animais marinhos, que se sufocam ou ingerem plástico pensando que é comida, e os homens, que se alimentam de frutos do mar e vêem a biodiversidade marinha decair.

Boas perspectivas
Apesar dos números alarmantes, a Comissão Europeia vê uma atitude de mudança na sociedade e, além da campanha pública, incentivará projetos que desenvolvam plásticos e outros materiais biodegradáveis.

Fonte: Ecycle

Descarte inadequado de pneus velhos causa problema ambiental

As Resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), n° 258/99 e 416/09, que obrigam fabricantes e importadores a dar destinação adequada para pneus inservíveis, não surtiram o efeito desejado. De 2002 ao primeiro quadrimestre de 2011, as empresas brasileiras deixaram de dar destinação adequada a cerca de 425 de milhões de pneus que não servem mais para rodar em automóveis, ônibus e caminhões, o que corresponde a 2,1 milhões de toneladas desse artefato. Nesse período, os importadores de pneus novos cumpriram 97,03% das metas estabelecidas; fabricantes, 47,3%; e importadores de pneus usados, 12,92%.

É o que mostra uma pesquisa feita pelo engenheiro mecânico Carlos Lagarinhos, em sua tese de doutorado Reciclagem de Pneus: Análise do Impacto da Legislação Ambiental Através da Logística Reversa, defendida em outubro no Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Escola Politécnica (Poli) da USP. O estudo comparou as políticas de reciclagem de pneus da Europa e do Brasil e avaliou o sistema de logística reversa, implementado pela associação que representa os fabricantes do País, e desenvolveu um  modelo de logística reversa para a reciclagem.

Durante seu trabalho, Lagarinhos constatou que o alto custo da coleta e do transporte de pneus descartados é a principal dificuldade para a solução definitiva para a destinação correta desse material. Tampouco existe um trabalho conjunto entre os fabricantes e importadores de pneus do Brasil para o desenvolvimento de um modelo de logística reversa que reduza os custos, aumente a oferta de pneus servíveis (que podem rodar) para as empresas de reforma, por meio da seleção e triagem nos pontos de coleta. E não existem ações que visem aumentar a oferta de pneus inservíveis para atender a capacidade das empresas de pré-tratamento, coprocessamento, pirólise e queima em caldeiras.

E o consumidor?
Os consumidores também não fazem a sua parte para diminuir o problema. Segundo o engenheiro, hoje, ao fazerem a troca de pneus nas lojas e revendas, 36% dos consumidores levam os usados para casa, achando que ainda existe algum valor neles. “Os fabricantes, importadores, revendas e distribuidores não divulgam programas de coleta e destinação dos pneus inservíveis para incentivar o descarte após a troca, pela população”, diz o pesquisador. A título de exemplo, para os 6,6 milhões de veículos licenciados no município de São Paulo, há na cidade apenas quatro pontos de coleta em convênio com a prefeitura, o que dificulta a coleta sistemática dos pneus inservíveis.

Para piorar, o descarte de pneus não é uma tarefa fácil. A maior parte acaba amontoada em grandes depósitos a céu aberto, que funcionam como verdadeiros criadouros de mosquitos transmissores de dengue, febre amarela e malária. “A disposição em aterros é inviável, porque são difíceis de comprimir, não sofrem biodegradação e formam um resíduo volumoso, que ocupa muito espaço”, explica o pesquisador. “Como se não bastasse, os pneus podem reter ar e gases em seu interior, fazendo com que tendam a subir para a superfície do aterro, rompendo a camada de cobertura. Com isso, os resíduos ficam expostos atraindo insetos, roedores e pássaros e permitindo que os gases escapem para a atmosfera.”

Diante desse quadro, Lagarinhos acredita que o aproveitamento dos pneus usados como componente para asfalto seria uma forma de reduzir a quantidade deles nos depósitos a céu aberto e aterros sanitários. Ele propõe que os governos, em todos os níveis, deem incentivos para a utilização do asfalto-borracha na pavimentação de ruas e estradas. “A utilização do asfalto-borracha ainda é incipiente no País”, lamenta. De 2001 a 2010 foram pavimentados 4.900 km de rodovias no Brasil, com aproveitamento insignificante dos pneus descartados.

Outra medida seria o endurecimento da lei em relação à reciclagem de pneus. A Resolução do Conama nº 258/99, que, no ano de 2005, obrigava fabricantes e importadores a reciclar cinco pneus inservíveis para cada quatro pneus fabricados, foi substituída pela Resolução nº 416/09, segundo a qual os fabricantes e importadores só precisam reciclar os pneus vendidos no mercado de reposição. Ou seja, boa parte do passivo de pneus fabricados no País, continua sem destinação adequada.

“Apesar de não atingir as metas estabelecidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), houve um avanço, uma vez que as metas eram muito difíceis de serem alcançadas”, pondera o pesquisador. “Criou-se, a partir da Resolução Conama n° 258/99, um sistema de logística reversa que não havia anteriormente”, acrescenta.

Antes da aprovação da Resolução Conama n° 258/99, somente 10% dos pneus inservíveis eram reciclados. Em 2010, foram montados 469 pontos de coleta pelos fabricantes. Atualmente são 1.884 pontos de coleta montados pelos fabricantes e importadores de pneus, sendo que 73,04% estão instalados em municípios com população acima de 100 mil habitantes. A quantidade de pontos de coleta representa 47,1% das revendas e distribuidores de pneus no Brasil. Em 2010, existiam 124 empresas cadastradas no Ibama para as atividades de reciclagem e valorização energética de pneus inservíveis.

Fonte: Agência USP de Notícias

Mistura de materiais torna CD um problema na hora de reciclar. Saiba o que fazer

Hoje em dia ninguém mais usa, mas todo mundo tem. E agora? O que fazer com eles?

Foi a partir da década de 90 que encontramos os primeiros CDs nas lojas. A novidade veio para substituir o antigo LP  e revolucionou o modo de armazenar dados, deixando bem para trás os dispositivos de Back-ups (cópias de segurança) daquela época.

Um CD é, basicamente, formado por quatro camadas: a primeira é o rótulo, conhecida como camada adesiva; a segunda é uma camada de acrílico, onde ficam armazenados os dados; a terceira é a camada espelhada de alumínio e, finalmente, a quarta, chamada de camada plástica, feita de policarbonato.

Com tantas camadas, não é a toa que o CD tornou-se um produto complicado quando perde a sua utilidade e precisa ser descartado. Para dificultar ainda mais, ele também está em vias de se tornar obsoleto como o LP. Hoje em dia, existem mil maneiras mais eficientes e seguras de guardar conteúdo. Sendo assim, milhares de  CDs  são jogados no lixo todos os dias.

A boa notícia é que esse produto não libera nenhum tipo de metal ou substância tóxica no solo. No entanto, ele demora cerca de 450 anos para se decompor. O acúmulo de todo esse material é um transtorno nos aterros sanitários.

Então, a melhor opção é reciclá-lo. Porém, por ser um objeto composto por várias camadas de materiais diferentes, ele precisa de um pré tratamento. O pesquisador da POLI/ USP, Denis Massucato, especialista em resíduos eletrônicos, conta que, nesses casos, a melhor saída é ligar para o fabricante, procurar o sistema de atendimento ao consumidor, para que o mesmo informe a maneira correta de descarte e se existe algum tipo de coleta realizado por parte da companhia. Mas, se a empresa for canadense e a fábrica na China, como é o caso da “Cyber comp”, uma das marcas mais comuns de CDs, pode ser que não haja uma resposta satisfatória.

“A reciclagem de mídias ópticas segue da mesma forma que a reciclagem de polímeros, uma vez que mais de 90% da mídia é composta de policarbonato (PC). Porém, antes de ser encaminhada para a reciclagem, a camada refletora deve ser removida do disco, para não se contaminar o material reciclado. Essa remoção pode ser feita através de ataque químico ou por processo mecânico” explica Denis. Por isso, a reciclagem de CDs é um processo caro e economicamente inviável no Brasil. Para que a coleta fosse feita, seriam necessários incentivos fiscais para reduzir os custos ou uma obrigatoriedade legal.

A solução é ser criativo. Se os CDs estiverem em boas condições, procure os sebos mais próximos de sua casa e ganhe uns trocados. Se não tem jeito, dê outra utilidade para o objeto; confira as dicas de como fazer guirlandas de natal! E como já sabemos que o material do CD é complicado, o jeito é evitar o consumo, nada de CDs promocionais! Prefira downloads, quem sabe mais para a frente, teremos mais respostas para o problema.

texto: Flavia Alves

Fonte: Ecycle

Mitos e verdades da reciclagem – um guia para você tirar todas as suas dúvidas

Editora Globo

 Separar o lixo reciclável em casa é algo muito mais simples do que parece. Porém, pouca gente sabe disso. O resultado? Falta de engajamento. Para mostrar que a tarefa é simples (e traz resultados expressivos), elaboramos um guia prático, com perguntas e respostas. Dois especialistas nos ajudaram nessa tarefa: Eduardo Antonio Licco, professor do curso de Administração em Gestão para a Sustentabilidade, do Centro Universitário Senac, e André Vilhena, diretor executivo da ONG Cempre(Compromisso Empresarial para a Reciclagem), que difunde informações sobre reciclagem. Também vamos ajudar você a encontrar os locais próximos da sua casaque recebem o lixo reciclável. Sim, você não precisa enfrentar longas distâncias para ser ecologicamente correta. Agora não tem mais desculpa para não colaborar. Confira!

1) QUAL É A IMPORTÂNCIA DA RECICLAGEM?

André Vilhena, do Cempre - A reciclagem traz benefícios econômicos, sociais e ambientais. Quanto ao meio ambiente, a reciclagem diminui a pressão sobre os aterros, o que é importante, porque muitos já chegaram ao limite. Reciclar também significa reduzir a utilização de recursos naturais pela indústria, poupando o meio ambiente, além de diminuir o custo da matéria-prima e o gasto energético no processo fabril. Além disso, a reciclagem gera renda para os catadores de materiais recicláveis, que têm garantia de trabalho remunerado.

2) É PRECISO SEPARAR, EM CASA, OS MATERIAIS DE ACORDO COM O TIPO DE CADA UM, OU SEJA, PLÁSTICO, PAPEL, ALUMÍNIO E VIDRO?

André Vilhena, do Cempre - Não. Basta separar o que é seco do que é úmido, como restos de comida. A triagem é feita depois, pelas cooperativas de catadores.

3) É PRECISO LAVAR TODAS AS EMBALAGENS ANTES DE ENCAMINHÁ-LAS PARA A RECICLAGEM? POSSO ENCAMINHAR UM GUARDANAPO SUJO, POR EXEMPLO? E UM COPINHO COM RESTOS DE CAFÉ? O PAPEL DE UMA BITUAC DE CIGARRO POR SER RECICLADO?

André Vilhena, do Cempre - Você não deve lavar as embalagens, porque essa atitude gera um outro problema ambiental, que é o desperdício de água. Use a água da lavagem da louça apenas para enxaguar os recipientes, quando for o caso.

Eduardo Antonio Licco, do Senac - Um guardanapo sujo tem destinação mais adequada sendo descartado no lixo comum. Copinhos de café são recicláveis, mesmo sem lavagem. Não há praticidade nem economicidade na reciclagem de papel em bitucas de cigarro. O que manda é o bom senso.

4) O QUE PODE SER RECICLADO, AFINAL?

André Vilhena, do Cempre - Tudo pode ser reciclado, inclusive isopor, lâmpadas fluorescentes e pilhas. O isopor deve ser separado em casa, assim como o plástico e o papel, por exemplo. Quanto às pilhas, uma opção é levá-las aos postos do Papa-Pilhas, que existem em vários pontos das cidades. Se a pilha for alcalina, ela não terá metais pesados em sua constituição e poderá ser descartada no lixo seco, em casa, junto aos outros materiais recicláveis. Quanto às lâmpadas, é preciso ter cuidado na hora do descarte. Elas não podem ser quebradas, porque têm mercúrio na composição, uma substância poluente. Empresas do Brasil todo reciclam esse tipo de lâmpada.

Eduardo Antonio Licco, do Senac - Teoricamente, tudo pode ser reciclado. Quem vai decidir se haverá ou não reciclagem é o mercado. Se não houver compensação econômica, material ou energética, a reciclagem não se justifica. Por exemplo, se há maior consumo de água, energia e de insumos para reciclar do que para descartar, não haverá razão para o reaproveitamento. Vale lembrar que a reciclagem de alguns materiais não é aceita. Um exemplo típico são os resíduos hospitalares, como agulhas, seringas e drenos.

5) Quais materiais acabam indo para o lixo comum porque não existe a noção de que eles podem ser reciclados?

André Vilhena, do Cempre: a matéria orgânica, os restos de comida e podas de jardinagem. Tudo isso poderia ser reaproveitado por meio da compostagem, que é a transformação da matéria orgânica em adubo e fertilizantes. Isso não ocorre porque falta empenho das prefeituras para coletar, além do baixo investimento em usinas de compostagem.

6) O QUE DEVO FAZER COM ELETRÔNICOS QUE NÃO USO MAIS, COMO UM CELULAR OU UM TOCADOR DE MP3?

Eduardo Antonio Licco, do Senac - A Política Nacional de Resíduos Sólidos especifica que os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de produtos eletroeletrônicos são obrigados a implementar sistemas de logística reversa, ou seja, o retorno dos produtos às empresas após seu uso pelo consumidor. Por isso, procure o fabricante e veja qual é a orientação ao final da vida útil do aparelho. Também existem organizações que se dedicam a receber e a doar esses equipamentos quando eles estão em bom estado. Se eles não funcionarem mais, serão desmontados e reciclados.

7) PARA ONDE DEVEMOS ENCAMINHAR O MATERIAL QUE FOR SEPARADO EM CASA?

André Vilhena, do Cempre - Se sua cidade não tiver um programa de coleta seletiva estruturado pela prefeitura, você deve levar os materiais a um ponto de entrega voluntária ou encaminhar para uma cooperativa. No site do Cempre, há uma lista que pode ajudar você a encontrá-las.

8 ) COMO ORGANIZAR UM PROGRAMA DE COLETA SELETIVA EM CONDOMÍNIOS OU NO TRABALHO?

André Vilhena, do Cempre - É preciso mobilizar o maior número possível de moradores, demonstrando a importância da iniciativa e mostrando a eles como participar. Depois, é preciso definir os tipos de materiais recicláveis que serão coletados, tendo em vista a demanda de mercado existente nas proximidades, pois ela viabilizará um fluxo constante de saída de material, evitando o acúmulo.

9) QUAIS MATERIAIS TÊM MAIS VALOR PARA OS CATADORES?

Eduardo Antonio Licco, do Senac - Alumínio e cobre.

André Vilhena, do Cempre - Além do alumínio, as garrafas PET, papelão e embalagens longa-vida.

10) CONHEÇA A “Rota da Reciclagem”, UM MAPA QUE AJUDA A ENCONTRAR UM DESTINO PARA O LIXO DA SUA CASA

O site Rota da Reciclagem foi criado pela Tetra Pak, com a tecnologia do Google Maps, para facilitar a busca por cooperativas, pontos de entrega voluntária e empresas ligadas à cadeia da reciclagem. Basta digitar o endereço para saber quais são os locais mais próximos da sua casa. De acordo com a Tetra Pak, o buscador conta com mais de 3.400 pontos de coleta seletiva e reciclagem em todo o país.

Fonte: Marie Claire

Projeto da USP mostra alternativas para o lixo eletrônico

Destinos diferentes

Responda rápido: quantos computadores e impressoras você teve até hoje? E aparelhos de telefone celular?

Na Era Digital, com o rápido avanço da tecnologia e o crescente aumento do consumo, é raro encontrar alguém que não queira ter o último modelo de celular ou o computador mais moderno.

Porém, quando você decide trocar o seu aparelho eletrônico, vê apenas a possibilidade de se livrar de uma “sucata”, ou melhor, de um “lixo tecnológico”.

Afinal, aquele computador que você comprou na segunda metade da década passada, com um “moderno” leitor de CD/DVD, não passa de sucata perto dos atuais modelos “Tudo em Um”.

Nada contra você querer atualizar os seus equipamentos, muito pelo contrário.

Mas existem alguns dados importantes sobre o assunto: um deles é que equipamentos eletrônicos, como computadores, impressoras, carregadores de celular, pilhas e baterias que você descarta, têm, em sua composição, dezenas de substâncias que podem contaminar as outras pessoas, os animais e o meio ambiente, como metais pesados (chumbo, cádmio, mercúrio) e outros elementos tóxicos.

Por isso, o descarte deve ser feito de maneira adequada e nunca no lixo comum.

É provável também que você nunca tenha pensado que o seu lixo eletrônico pode se transformar em uma grande oportunidade de crescimento para outras pessoas, caso passe por uma reforma. E que talvez esta seja a única maneira que uma criança ou jovem de uma comunidade carente tenha para aprender a utilizar um computador.

Projeto da USP mostra alternativas para o lixo eletrônico

Monitores exigem cuidados específicos devido a presença de chumbo e fósforo. [Imagem: Marcos Santos/USP Imagens]

Do lixo eletrônico aos recursos

Mas o mais importante nesta história é que você não está sozinho: assim como você, milhões de pessoas em todo o mundo estão fazendo a mesma coisa: trocando suas “sucatas” eletrônicas por aparelhos mais modernos.

O resultado disso é assustador: a geração global de lixo eletrônico cresce cerca de 40 milhões de toneladas por ano, de acordo com o relatório Recycling – from e-waste to resources (Reciclando – do lixo eletrônico aos recursos) publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Segundo o documento, o Brasil descarta 96,8 mil toneladas de computadores por ano.

O relatório analisa a situação do lixo eletrônico na África do Sul, Quênia, Uganda, Marrocos, Senegal, Peru, Colômbia, México, Brasil, Índia e China.

Projeto da USP mostra alternativas para o lixo eletrônico

CEDIR: galpão de 400 metros quadrados na Cidade Universitária, em São Paulo. [Imagem: Marcos Santos/USP Imagens]

De acordo com o documento do PNUMA, os aparelhos eletrônicos possuem placas com circuitos eletrônicos que podem chegar a utilizar mais de 60 tipos de elementos químicos.

O crescimento do consumo no setor aumentou a utilização de recursos naturais para suprir esta necessidade e isto está levando a escassez destes recursos.

Por outro lado, o descarte inadequado de aparelhos obsoletos contamina o meio ambiente, pois estes elementos químicos ou são valiosos ou são tóxicos, ou ambos. As atividades de mineração consomem altas taxas de combustível, com alta geração de CO2, contribuindo negativamente para o efeito estufa.

Portanto, o mais sensato seria recuperar os metais utilizados nos aparelhos descartados do que produzir novos metais, ou seja, “minerar” o lixo eletrônico: uma tonelada de telefone celular sem bateria contém 3,5 quilos de prata, 340 gramas de ouro, 140 gramas de paládio e 130 quilos de cobre. Segundo o relatório, em 2007, mais de 1 bilhão de celulares foram vendidos em todo o mundo, um aumento de 896 milhões em comparação a 2006.

Especialistas no setor apontam que em 1 tonelada de PCs existe mais ouro do que em 17 toneladas de minério bruto do metal. Por isso, é fundamental que a sociedade se mobilize para encontrar alternativas para lidar com essa realidade.

Projeto da USP mostra alternativas para o lixo eletrônico

Projetos sociais recebem computadores reciclados por meio de empréstimo. [Imagem: Marcos Santos/USP Imagens]

Alternativas viáveis

Um exemplo de trabalho na área está sendo realizado pelo Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática (CEDIR) da Universidade de São Paulo (USP), um projeto pioneiro no setor público iniciado em dezembro de 2009 e que se tornou uma referência nacional no tratamento adequado de resíduos eletrônicos.

Em um galpão de cerca de 400 metros quadrados, localizado no campus da Cidade Universitária, em São Paulo, o CEDIR recebe CPUs, monitores, teclados, mouses, estabilizadores, no-breaks, impressoras, telefones, celulares, fios e cabos, CDs, DVDs e pequenos objetos como câmeras fotográficas, pilhas, baterias e cartuchos descartados pela comunidade. Mas nem pense em levar a sua geladeira velha: eles não recebem eletrodomésticos.

Os equipamentos que ainda têm condições de serem reaproveitados passam por uma reforma e são encaminhados para projetos sociais cadastrados sob a forma de empréstimo, ou seja, serão devolvidos ao CEDIR no fim de sua vida útil.

Os equipamentos que não podem ser reaproveitados são desmontados, e as peças ou são separadas e encaminhadas para recicladores, ou são utilizadas como reposição para outras máquinas.

Desde a sua inauguração, mais de 600 equipamentos, entre computadores e impressoras, já foram cedidos tanto para unidades da USP como também para entidades sociais cadastradas.

Projeto da USP mostra alternativas para o lixo eletrônico

Treinamento na USP: gerando renda para catadores e protegendo meio ambiente. [Imagem: Marcos Santos/USP Imagens]

Inclusão digital e geração de renda

Uma das entidades contempladas foi o Clube de Mães Novo Recreio, na periferia de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.

Desde 2010, graças aos 20 computadores recebidos via empréstimo do CEDIR, crianças, jovens e adultos da comunidade passaram a ter aulas de informática, levando a inclusão digital a um lugar onde o asfalto ainda não chegou.

Outra vertente do trabalho é a capacitação de catadores de material reciclado. Em 2010, o CEDIR e o Instituto Gea Ética e Meio Ambiente foram contemplados por um projeto da Petrobras que está possibilitando o treinamento de catadores para a reciclagem correta de eletrônicos.

Especialistas da área contam que, para desmontar monitores e televisores de tubo, muitos catadores simplesmente dão marretadas no equipamento. O problema é que, fazendo isso, o chumbo e o fósforo que compõem esses equipamentos são liberados, contaminando o ambiente e as pessoas. O curso visa a capacitação de catadores para lidarem com lixo eletrônico sem prejudicar a si mesmos ou a natureza.

Fonte: Inovação Tecnológica

Brasileiro consome 91 latinhas de bebida por ano

CAROLINA SARRES
DE BRASÍLIA

O Brasil lidera ranking mundial em reciclagem de latas de alumínio: em 2010, 97,6% das latas vendidas foram reutilizadas.

O índice brasileiro, segundo a Abal (Associação Brasileira do Alumínio), superou os do Japão, da Argentina, da média europeia e dos Estados Unidos; respectivamente.

“Desde 2001 estamos com índices superiores a 90%, o que mostra que não se trata de uma flutuação. É um índice consistente”, afirmou Renault Costa, presidente da Abralatas (Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade).

Entre 2009 e 2010, houve crescimento de 21% no volume das reciclagens, de cerca de 198,8 mil toneladas para 239,1 mil toneladas –o que equivale a 17,7 bilhões de latas.

Anualmente, consome-se no Brasil, em média, 91 latinhas por pessoa.

A indústria de reciclagem de embalagens de alumínio movimenta aproximadamente R$ 1,8 bilhão –R$ 555 milhões só em em coleta– e gera cerca de 3.800 empregos.

Os representantes do setor informaram que, para que tal índice seja sustentado, é necessário que a PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos), de 2010, alinhe as políticas estaduais e municipais sobre a reciclagem de embalagens de alumínio, estimule o mercado de resíduos por meio do fortalecimento e do aperfeiçoamento de cooperativas e fomente a reciclagem por meio de desoneração tributária.

O presidente da Abralatas, Renaut Costa, ainda afirmou que o poder público não deve interferir no setor. Ao contrário, deve reconhecer a eficiência dos sistemas de reciclagem existentes e estimulá-los.

Fonte: Folha de São Paulo

Agência dos EUA tem plano para reciclar lixo espacial

Há pelo menos US$ 300 bilhões em peças na órbita da Terra. Tecnologia atual ainda não é suficiente para atingir objetivo.

Um projeto do governo norte-americano tem como plano reciclar o lixo espacial. Além de reduzir o risco de que as peças caiam sobre a Terra, a ideia pode economizar muito dinheiro. Depois que um satélite deixa de funcionar, há muitos componentes que continuam em perfeito estado, e a estimativa é de que haja mais de US$ 300 bilhões na órbita do planeta.

O desenvolvimento de tecnologias que permitam essa reciclagem é o objetivo do programa Phoenix, da Agência de Projetos de Pesquisa Avançados de Defesa (Darpa, na sigla em inglês). “Se esse programa der certo, lixo espacial vai virar recurso espacial”, afirma Regina Dugan, diretora do órgão.

Com a tecnologia disponível hoje, ainda é muito difícil interceptar um satélite para recuperar suas pessas. “Os satélites em órbita não foram feitos para serem desmontados ou consertados, então não é uma questão de apenas tirar um ou outro parafuso”, lamenta David Barnhart, gerente do programa.

“Isso exige nova tecnologia de robótica e de imagens remotas, assim como ferramentas especiais para prender, cortar e modificar sistemas complexos, uma vez que as juntas são moldadas ou soldadas”, aponta Barnhart, que lembra ainda: “tudo com gravidade zero”.

Ilustração de como seria uma nave capaz de reciclar satélites (Foto: Darpa)
Ilustração de como seria uma nave capaz de reciclar satélites (Foto: Darpa)

Fonte: G1

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