O QUE É O LIMPA BRASIL!


O Limpa Brasil Let’s do it! é um movimento de cidadania e cuidado com o meio ambiente!

A ideia é convidar os cidadãos para ajudar a limpar suas cidades em um dia. E incentivar a reflexão para a mudança do hábito de jogar lixo fora do lixo.

participe!

Tietê: lixo retirado equivale a 20 piscinões

Em todo ano passado foram removidos 3,3 milhões de m3 de sedimentos do rio e seus aluentes. Rio Pinheiros também foi beneficiado

O Governo do Estado fez a lição de casa e removeu ano passado 3,3 milhões de m3 de sedimentos do rio Tietê, com 61 máquinas. O volume representa 60% da capacidade dos 30 piscinões do Estado. De acordo com o próprio governo do Estado, é como se, em menos de um ano, tivessem sido acrescentados 20 novos piscinões ao sistema estadual de combate às enchentes.

O número será divulgado hoje pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) em visita às obras de desassoreamento do rio Pinheiros. De lá, já foram removidos ano passado 450 mil m3 de lixo.
Segundo o DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), responsável pelo trabalho na calha do Tietê, a limpeza aumenta a capacidade de vazão das águas da chuva. A calha foi projetada para aguentar 120 mm de chuva por dia. Este ano, a cidade registrou 239 mm de água, metade do índice de janeiro de 2011.

A colaboração de São Pedro, somado à limpeza, ajudou a evitar que a marginal Tietê alagasse, como ocorreu no verão passado.

O desassoreamento do rio Tietê é feito em três frentes. No total, 66 km de rios e córregos são limpos. O trecho mais extenso tem 25 km e vai da rodovia Ayrton Senna à foz do córrego Três Pontes, na divisa da capital com Itaquaquecetuba.

O material recolhido é transportado por barco ou caminhões para a lagoa de Carapicuíba. Lá, passa por uma triagem para que seja definida, em seguida, sua destinação final.

FONTE: BAND | DO METRO SP

Sacolinhas podem estar com os dias contados na Europa

Consulta pública lançada pelo braço executivo da União Europeia vai decidir como reduzir o consumo das sacolas plásticas

A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia (UE), lançou no dia 18 de maio uma ampla campanha pública para que a população dos Estados associados decida, até o mês de agosto, qual será o método utilizado para reduzir o consumo de sacolas plásticas. Há duas opções: proibir sua utilização em lojas ou exigir uma taxa cada vez que seu uso se faça necessário.

Em média, cada europeu utiliza 500 sacolas plásticas de supermercado por ano. De acordo com a Comissão Europeia, foram produzidas 3,4 milhões de toneladas de sacolas plásticas em 2008, o que equivale ao peso de dois milhões de carros.

O destino das sacolinhas é quase sempre o mar. Aproximadamente 250 bilhões de pedaços de plástico, com o peso global de 500 toneladas, poluem o Mediterrâneo. Quem sofre com isso são os animais marinhos, que se sufocam ou ingerem plástico pensando que é comida, e os homens, que se alimentam de frutos do mar e vêem a biodiversidade marinha decair.

Boas perspectivas
Apesar dos números alarmantes, a Comissão Europeia vê uma atitude de mudança na sociedade e, além da campanha pública, incentivará projetos que desenvolvam plásticos e outros materiais biodegradáveis.

Fonte: Ecycle

Descarte inadequado de pneus velhos causa problema ambiental

As Resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), n° 258/99 e 416/09, que obrigam fabricantes e importadores a dar destinação adequada para pneus inservíveis, não surtiram o efeito desejado. De 2002 ao primeiro quadrimestre de 2011, as empresas brasileiras deixaram de dar destinação adequada a cerca de 425 de milhões de pneus que não servem mais para rodar em automóveis, ônibus e caminhões, o que corresponde a 2,1 milhões de toneladas desse artefato. Nesse período, os importadores de pneus novos cumpriram 97,03% das metas estabelecidas; fabricantes, 47,3%; e importadores de pneus usados, 12,92%.

É o que mostra uma pesquisa feita pelo engenheiro mecânico Carlos Lagarinhos, em sua tese de doutorado Reciclagem de Pneus: Análise do Impacto da Legislação Ambiental Através da Logística Reversa, defendida em outubro no Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Escola Politécnica (Poli) da USP. O estudo comparou as políticas de reciclagem de pneus da Europa e do Brasil e avaliou o sistema de logística reversa, implementado pela associação que representa os fabricantes do País, e desenvolveu um  modelo de logística reversa para a reciclagem.

Durante seu trabalho, Lagarinhos constatou que o alto custo da coleta e do transporte de pneus descartados é a principal dificuldade para a solução definitiva para a destinação correta desse material. Tampouco existe um trabalho conjunto entre os fabricantes e importadores de pneus do Brasil para o desenvolvimento de um modelo de logística reversa que reduza os custos, aumente a oferta de pneus servíveis (que podem rodar) para as empresas de reforma, por meio da seleção e triagem nos pontos de coleta. E não existem ações que visem aumentar a oferta de pneus inservíveis para atender a capacidade das empresas de pré-tratamento, coprocessamento, pirólise e queima em caldeiras.

E o consumidor?
Os consumidores também não fazem a sua parte para diminuir o problema. Segundo o engenheiro, hoje, ao fazerem a troca de pneus nas lojas e revendas, 36% dos consumidores levam os usados para casa, achando que ainda existe algum valor neles. “Os fabricantes, importadores, revendas e distribuidores não divulgam programas de coleta e destinação dos pneus inservíveis para incentivar o descarte após a troca, pela população”, diz o pesquisador. A título de exemplo, para os 6,6 milhões de veículos licenciados no município de São Paulo, há na cidade apenas quatro pontos de coleta em convênio com a prefeitura, o que dificulta a coleta sistemática dos pneus inservíveis.

Para piorar, o descarte de pneus não é uma tarefa fácil. A maior parte acaba amontoada em grandes depósitos a céu aberto, que funcionam como verdadeiros criadouros de mosquitos transmissores de dengue, febre amarela e malária. “A disposição em aterros é inviável, porque são difíceis de comprimir, não sofrem biodegradação e formam um resíduo volumoso, que ocupa muito espaço”, explica o pesquisador. “Como se não bastasse, os pneus podem reter ar e gases em seu interior, fazendo com que tendam a subir para a superfície do aterro, rompendo a camada de cobertura. Com isso, os resíduos ficam expostos atraindo insetos, roedores e pássaros e permitindo que os gases escapem para a atmosfera.”

Diante desse quadro, Lagarinhos acredita que o aproveitamento dos pneus usados como componente para asfalto seria uma forma de reduzir a quantidade deles nos depósitos a céu aberto e aterros sanitários. Ele propõe que os governos, em todos os níveis, deem incentivos para a utilização do asfalto-borracha na pavimentação de ruas e estradas. “A utilização do asfalto-borracha ainda é incipiente no País”, lamenta. De 2001 a 2010 foram pavimentados 4.900 km de rodovias no Brasil, com aproveitamento insignificante dos pneus descartados.

Outra medida seria o endurecimento da lei em relação à reciclagem de pneus. A Resolução do Conama nº 258/99, que, no ano de 2005, obrigava fabricantes e importadores a reciclar cinco pneus inservíveis para cada quatro pneus fabricados, foi substituída pela Resolução nº 416/09, segundo a qual os fabricantes e importadores só precisam reciclar os pneus vendidos no mercado de reposição. Ou seja, boa parte do passivo de pneus fabricados no País, continua sem destinação adequada.

“Apesar de não atingir as metas estabelecidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), houve um avanço, uma vez que as metas eram muito difíceis de serem alcançadas”, pondera o pesquisador. “Criou-se, a partir da Resolução Conama n° 258/99, um sistema de logística reversa que não havia anteriormente”, acrescenta.

Antes da aprovação da Resolução Conama n° 258/99, somente 10% dos pneus inservíveis eram reciclados. Em 2010, foram montados 469 pontos de coleta pelos fabricantes. Atualmente são 1.884 pontos de coleta montados pelos fabricantes e importadores de pneus, sendo que 73,04% estão instalados em municípios com população acima de 100 mil habitantes. A quantidade de pontos de coleta representa 47,1% das revendas e distribuidores de pneus no Brasil. Em 2010, existiam 124 empresas cadastradas no Ibama para as atividades de reciclagem e valorização energética de pneus inservíveis.

Fonte: Agência USP de Notícias

Desperdício de alimentos é preocupação de 96% dos brasileiros

Em Bauru, SP, projeto ensina como aproveitar integralmente os alimentos.
As dicas são simples e podem ser praticadas em casa.

O desperdício de alimentos é um problema mundial. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de um terço de todo alimento produzido no planeta vai direto para o lixo, não é reaproveitado. No Brasil, o desperdício ainda é considerado alto, aproximadamente 64% do plantio é perdido ao longo da produção, por outro lado, a maioria da população se preocupa com o desperdício de comida.

Segundo a World Menu Report, pesquisa realizada em vários países, 96% dos brasileiros se mostraram preocupados com o assunto, ficando à frente de países desenvolvidos como os EUA (79%), Alemanha (77%) e até dos países em desenvolvimento como China (91%) e Rússia (69%).

O desperdício em restaurantes, lanchonetes ou qualquer outro local que ofereça comida pronta para consumo é a maior preocupação dos cidadãos. Em Bauru, no interior de São Paulo, restaurantes e outros locais que trabalham com alimentação procuram evitar o desperdício para não ter prejuízos no final do mês. Mas, dentro de casa algumas atitudes também podem auxiliar na diminuição do desperdício de comida.

Eles dão o exemplo
Vanessa Figueiredo de Souza, gerente e proprietária de uma marmitaria conta que a empresa evita o desperdício incentivando os clientes a deixarem sua refeição agendada por telefone, seja do dia ou da semana toda. “Dessa forma, os funcionários têm noção de qual a quantidade necessária de comida a ser feita” completa. Ainda assim, essa medida é redefinida no dia a dia.

Congelar os alimentos também é uma opção. Vanessa afirma que uma comida preparada, congelada e descongelada propriamente, pode perfeitamente ser servida em outra data. “Os funcionários realizaram o curso de Técnicas de Manipulação de Alimentos, exigido pela Vigilância Sanitária e para a contratação, assim fica mais fácil não desperdiçar comida”.

Além disso, na marmitaria os funcionários são autorizados a levar a comida que sobra para suas casas, ou para doação. Assim, o desperdício é pequeno, o que não acarreta prejuízo para a empresa.

Simone Marangon, proprietária de um restaurante self-service, contou que em seu restaurante quase não há desperdício. “O único alimento que vai para o lixo é o que sobra no prato do cliente e aquilo que fica exposto no buffet. Estamos no mercado há 20 anos, já sabemos exatamente o quanto repor para que nada seja desperdiçado”, afirmou ela.

Além disso, os funcionários também estão preparados para reaproveitar o máximo do alimento. Apenas 10% de tudo que é produzido pelo restaurante é jogado no lixo. Segundo Simone, esta perda já está inclusa no valor que o cliente paga no quilo. “Todo gasto é programado, não há prejuízo”, completa.

Aproveitamento integral dos alimentos
Além de todo o cuidado, os funcionários do restaurante também já participaram de um projeto que ensina como aproveitar integralmente os alimentos, oferecido pelo Serviço Social da Indústria – o Sesi. Simone conta que, por exemplo, que normalmente faz suco feito com a casca do abacaxi, ensinado no curso para o consumo dos funcionários.

Márcia Leme, nutricionista do restaurante do Sesi e também do curso, explica que o objetivo é fazer com que as pessoas conheçam as partes não convencionais do alimento e aprendam a prepará-las para incluir em sua alimentação. “Além de acabar com o desperdício, a pessoa que participa do nosso projeto aprende a economizar, melhora sua alimentação e ainda diminui a quantidade de lixo produzida em sua casa”.

No curso, os alunos ainda aprendem qual a melhor época para comprar determinados alimentos e condicioná-los, ou seja, como guardar de forma que dure mais e possa ser consumido em outro momento. Segundo Márcia, a melhor opção é o congelamento em pequenas quantidades. “Não se pode congelar e descongelar a comida várias vezes, portanto, separe em recipientes menores e descongele apenas a porção que você irá consumir” completa.

Faça em casa
Uma boa opção são as cascas e talos dos alimentos. Veja algumas dicas de como aproveitá-las:
- casca da abóbora: pode ser usada em quiches, saladas, farofas e doces;
- casca da melancia: usada principalmente para doces e saladas;
- casca da laranja/tangerina: com elas você pode fazer um doce delicioso;
- casca do abacaxi: velha conhecida da dona de casa, pode ser usada para fazer suco e doces.

Uma dica importante da nutricionista Márcia Leme é de sempre ferver as cascas, principalmente quando o objetivo é usar para compor saladas, dessa forma, as fibras ficam mais brandas e a textura e sabor, melhores.

Confira aqui algumas receitas que aproveitam os alimentos de forma integral.

 

Fonte: G1

Plano de resíduos sólidos recebe novas contribuições

Em audiência pública nacional, realizada em Brasília, foram acatadas novas propostas à versão preliminar do documento. Setores do Governo, organizações não governamentais e catadores participaram da última reunião presencial.

Em audiência pública nacional, realizada em Brasília, o Ministério do Meio Ambiente acatou, nesta quinta-feira (1/12), novas propostas da sociedade civil, governo, empresas e universidades para a versão preliminar do Plano Nacional de Resíduos Sólidos. O documento agora será submetido aos conselhos nacionais de meio ambiente, cidades, saúde e política agrícola, onde poderá receber novas contribuições. Depois de pronto, segue para apreciação do Palácio do Planalto.

A última de uma série de audiências públicas presenciais que percorreram todas as regiões do País serviu para análise das mais de 900 sugestões diretas e 400 pelo Internet. Foram aceitas 168 emendas. Para o diretor de Ambiente Urbano do MMA, Silvano Silvério, esta etapa é uma das mais importantes do plano. “É fundamental, pois contou com a participação dos vários setores envolvidos e o plano é para todos eles”, afirmou.

O resultado das consultas públicas é um documento que estabelece diretrizes, estratégias, cenários e metas para o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Visto como um novo pacto entre Governo e sociedade civil, o Plano prevê um conjunto de medidas que devem resultar no fim dos lixões, implantação da coleta seletiva, valorização dos catadores e incentivo ao consumo consciente.

Em meados de 2012, o grupo coordenado pelo MMA e composto por 10 ministérios, Casa Civil e Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, encaminha a proposta ao Palácio do Planalto. O texto final, que será transformado em decreto presidencial, prevê a realização de um novo e amplo diagnóstico da situação dos resíduos sólidos no Brasil, traça metas e estabelece prazos para o cumprimento de etapas que resultaram no fim dos lixões e instalação de aterros controlados para destinação exclusiva de rejeitos.

A implementação do Plano vai gerar impactos em vários setores da economia e no dia-a-dia das pessoas. Dados oficiais apontam que a coleta seletiva de materiais recicláveis no País não chega a 28% dos municípios brasileiros. Somente 392 municípios contam com estruturas para reutilização e reciclagem, mesmo assim, parte deles necessita de recuperação. Para reverter esse quadro, o Plano traz metas regionais até 2031 e propõe mecanismos de financiamento.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

Prós e contras do plástico para o meio ambiente

Ao contrário do que se pensa, plástico também reduz gasto excessivo de energia em algumas situações, mas malefícios ainda são maiores e muito graves

Nos dias de hoje, com a conscientização a respeito da reciclagem tomando cada vez mais corpo na sociedade, falar nos benefícios do plástico é complicado, mas eles de fato existem. Em termos de embalagens, o plástico é imbatível, mas há outras coisas boas por trás dessa indústria.

Por incrível que pareça, o plástico trouxe uma certa economia ao meio ambiente. Como exemplo, pode-se tomar a indústria automobilística. Os carros antigos contavam com muitos equipamentos metálicos, pesadíssimos. Com o alastramento dos materiais plásticos, eles chegaram ao mercado de autopeças para compor os novos automóveis. Resultado: os carros ficaram mais leves e o custo dos mesmos com combustível diminuiu sensivelmente.

Em outras situações também é possível constatar um benefício ambiental. Exemplos: o isolamento térmico de determinados materiais reduz o consumo de energia; em aterros sanitários, lonas plásticas são usadas para impermeabilizar os lençóis freáticos, evitando sua contaminação; filmes plásticos proporcionam melhores rendimentos em certos tipos de culturas agrícolas; a instalação de coleta de água alimentada por tubos plásticos em locais de difícil acesso só se dá devido à essa tecnologia. Enfim, há outros usos benéficos, mas também, claro, há problemas.

Extração e refinamento

Para se produzir plástico, é necessário que haja petróleo e todo o processo de refinamento. Por mais que o plástico seja oriundo de uma parcela pequena do óleo negro (apenas 5%), para extraí-lo e refiná-lo, é necessário fazer todo o processo, que envolve práticas que poluem excessivamente o meio ambiente. Os impactos das refinarias vão desde as consequências dos estudos sísmicos realizados na etapa de exploração, até o consumo de grandes quantidades de água e de energia, geração de absurdas quantias de despejo líquido, liberação de diversos gases nocivos na atmosfera, produção de resíduos sólidos de difícil tratamento, além dos frequentes vazamentos de petróleo em ambiente marinho, como ocorreu com a BP, nos Estados Unidos, e com a Chevron, no Rio de Janeiro.

Pós-consumo

Depois do refinamento e da fabricação dos milhares de produtos plásticos, eles vão parar nas prateleiras e, em sua maioria, acabam sendo rapidamente descartados (principalmente em se tratando de embalagens). No meio ambiente, os problemas são bem graves.

O plástico é difícil de ser compactado e gera um grande volume de lixo. Portanto, ele ocupa um grande espaço no meio ambiente, o que dificulta a decomposição de outros materiais orgânicos. A durabilidade e resistência do plástico viram problemas após o descarte. Como é à prova de fungos e bactérias, sua degradação é extremamente lenta, podendo demorar mais de 100.

Impactos ambientais e sociais

Entupimentos de valas e bueiros podem causar enchentes e desabrigar pessoas, principalmente as moradoras de periferias. A poluição visual também é outro malefício causado pelos resíduos plásticos. Isso sem contar o impacto dos plásticos no ecossistema marinho.

Pesquisas já demonstraram que o plástico, no ambiente marinho, sofre ações do meio (sol, altas temperaturas, diferentes níveis de oxigênio, energia das ondas e presença de fatores abrasivos, como areia, cascalho ou rocha), fragmenta-se e passa a ter aparência de alimento para muitos dos animais marinhos, causando a morte deles e interferindo no ciclo reprodutivo de muitas espécies.

Fonte: Ecycle

Mistura de materiais torna CD um problema na hora de reciclar. Saiba o que fazer

Hoje em dia ninguém mais usa, mas todo mundo tem. E agora? O que fazer com eles?

Foi a partir da década de 90 que encontramos os primeiros CDs nas lojas. A novidade veio para substituir o antigo LP  e revolucionou o modo de armazenar dados, deixando bem para trás os dispositivos de Back-ups (cópias de segurança) daquela época.

Um CD é, basicamente, formado por quatro camadas: a primeira é o rótulo, conhecida como camada adesiva; a segunda é uma camada de acrílico, onde ficam armazenados os dados; a terceira é a camada espelhada de alumínio e, finalmente, a quarta, chamada de camada plástica, feita de policarbonato.

Com tantas camadas, não é a toa que o CD tornou-se um produto complicado quando perde a sua utilidade e precisa ser descartado. Para dificultar ainda mais, ele também está em vias de se tornar obsoleto como o LP. Hoje em dia, existem mil maneiras mais eficientes e seguras de guardar conteúdo. Sendo assim, milhares de  CDs  são jogados no lixo todos os dias.

A boa notícia é que esse produto não libera nenhum tipo de metal ou substância tóxica no solo. No entanto, ele demora cerca de 450 anos para se decompor. O acúmulo de todo esse material é um transtorno nos aterros sanitários.

Então, a melhor opção é reciclá-lo. Porém, por ser um objeto composto por várias camadas de materiais diferentes, ele precisa de um pré tratamento. O pesquisador da POLI/ USP, Denis Massucato, especialista em resíduos eletrônicos, conta que, nesses casos, a melhor saída é ligar para o fabricante, procurar o sistema de atendimento ao consumidor, para que o mesmo informe a maneira correta de descarte e se existe algum tipo de coleta realizado por parte da companhia. Mas, se a empresa for canadense e a fábrica na China, como é o caso da “Cyber comp”, uma das marcas mais comuns de CDs, pode ser que não haja uma resposta satisfatória.

“A reciclagem de mídias ópticas segue da mesma forma que a reciclagem de polímeros, uma vez que mais de 90% da mídia é composta de policarbonato (PC). Porém, antes de ser encaminhada para a reciclagem, a camada refletora deve ser removida do disco, para não se contaminar o material reciclado. Essa remoção pode ser feita através de ataque químico ou por processo mecânico” explica Denis. Por isso, a reciclagem de CDs é um processo caro e economicamente inviável no Brasil. Para que a coleta fosse feita, seriam necessários incentivos fiscais para reduzir os custos ou uma obrigatoriedade legal.

A solução é ser criativo. Se os CDs estiverem em boas condições, procure os sebos mais próximos de sua casa e ganhe uns trocados. Se não tem jeito, dê outra utilidade para o objeto; confira as dicas de como fazer guirlandas de natal! E como já sabemos que o material do CD é complicado, o jeito é evitar o consumo, nada de CDs promocionais! Prefira downloads, quem sabe mais para a frente, teremos mais respostas para o problema.

texto: Flavia Alves

Fonte: Ecycle

Um oceano de sacolinhas

Pesquisas mostram que a contaminação por plástico nos mares é intensa e muito perigosa

Os oceanos ocupam 70% da superfície da Terra, mas até hoje se sabe muito pouco sobre a vida marinha em suas regiões mais remotas. Especialistas mostram que há ainda dois milhões de espécies desconhecidas nas profundezas dos mares. Porém, infelizmente, as notícias reveladas pelas pesquisas científicas não mostram a descoberta de novos seres ou fronteiras marinhas, mas assustadores índices de agressão causados ao oceano pela ação humana.

Atualmente, o homem produz mais de 250 milhões de toneladas de plástico ao ano. Boa parte dessa produção não é descartada de maneira correta. Estudos apontam que sete milhões de toneladas acabam terminando, de alguma forma, no oceano.

Pellets

O perigo do lixo vai além da estética das praias, uma das principais ameaças é bem pequena e chama-se pellet. São bolinhas de meio centímetro de diâmetro, usadas como matéria prima na indústria. Esses resíduos de plástico têm uma enorme capacidade de absorverem poluição.

Apenas uma unidade apresenta concentração de poluentes até um milhão de vezes maior que a da água onde se encontra, envenenando os cardumes que a ingerem. Um estudo feito em 2011 por pesquisadores da Universidade de São Paulo mostrou que em Santos, no litoral paulista, cada meio metro cúbico de areia da praia contém até 20 mil pellets.

O plástico vira comida

Os mais afetados com a poluição de plásticos nos mares são os animais. Calcula-se que 267 espécies, principalmente pássaros e mamíferos marinhos, engulam resíduos plásticos. Há seis anos, uma baleia Minke foi encontrada morta, no norte da França, com 800 quilos de sacolas plásticas no estômago.

Pesquisas feitas em Salvador, no Estado da Bahia, revelaram que 22% dos peixes capturados continham micropartículas de plástico no estômago. Os pellets são a matéria-prima de diversos tipos de produtos, como garrafas, canetas e computadores.

Quando o plástico se quebra, os pellets lembram muito a forma e textura dos alimentos naturais do peixe. Isso leva a uma contaminação generalizada por causa das cadeias alimentares.

Alguns compostos químicos como o PCB (bifenil policlorados) e pesticidas (DDT) não se dissolvem na água, mas são absorvidos pelo plástico. Assim, os peixes acabam ingerindo essas minúsculas partículas plásticas. Cientistas da Fundação de Pesquisa Marinha Algalita (Algalita Marine Research Foundation), afirmam que os tecidos dos peixes contaminados contêm alguns dos mesmos componentes do plástico. A hipótese dos cientistas é que as substâncias tóxicas infiltram-se no tecido do peixe por meio da alimentação.

Os pesquisadores afirmam que quando um predador – um peixe maior ou uma pessoa – come o peixe que come o plástico, esse predador pode estar transferindo toxinas a seus próprios tecidos, e com concentrações maiores, já que toxinas de múltiplas fontes alimentares podem se acumular no corpo.

Ainda não se sabe dizer o efeito do pellet no ambiente marinho, nem na alimentação do peixe, muito menos na do homem, mas conhecendo alguns efeitos cumulativos graves dentro de cadeias alimentares, sabemos que o assunto pode ser grave.

Além do fator bioacumulativo, os animais que comem o plástico ainda contribuem para que ele seja reduzido a partículas menores e, portanto, mais solúveis e fáceis de serem incorporaradas ao sistema marinho.

Para você descobrir qual é o ponto de reciclagem de plástico mais próximo de você entre em nossa seção Postos de Reciclagem.

Com agência de notícias e Global Garbage

Fonte: Ecycle

 

 

 

 

 

 

Mitos e verdades da reciclagem – um guia para você tirar todas as suas dúvidas

Editora Globo

 Separar o lixo reciclável em casa é algo muito mais simples do que parece. Porém, pouca gente sabe disso. O resultado? Falta de engajamento. Para mostrar que a tarefa é simples (e traz resultados expressivos), elaboramos um guia prático, com perguntas e respostas. Dois especialistas nos ajudaram nessa tarefa: Eduardo Antonio Licco, professor do curso de Administração em Gestão para a Sustentabilidade, do Centro Universitário Senac, e André Vilhena, diretor executivo da ONG Cempre(Compromisso Empresarial para a Reciclagem), que difunde informações sobre reciclagem. Também vamos ajudar você a encontrar os locais próximos da sua casaque recebem o lixo reciclável. Sim, você não precisa enfrentar longas distâncias para ser ecologicamente correta. Agora não tem mais desculpa para não colaborar. Confira!

1) QUAL É A IMPORTÂNCIA DA RECICLAGEM?

André Vilhena, do Cempre - A reciclagem traz benefícios econômicos, sociais e ambientais. Quanto ao meio ambiente, a reciclagem diminui a pressão sobre os aterros, o que é importante, porque muitos já chegaram ao limite. Reciclar também significa reduzir a utilização de recursos naturais pela indústria, poupando o meio ambiente, além de diminuir o custo da matéria-prima e o gasto energético no processo fabril. Além disso, a reciclagem gera renda para os catadores de materiais recicláveis, que têm garantia de trabalho remunerado.

2) É PRECISO SEPARAR, EM CASA, OS MATERIAIS DE ACORDO COM O TIPO DE CADA UM, OU SEJA, PLÁSTICO, PAPEL, ALUMÍNIO E VIDRO?

André Vilhena, do Cempre - Não. Basta separar o que é seco do que é úmido, como restos de comida. A triagem é feita depois, pelas cooperativas de catadores.

3) É PRECISO LAVAR TODAS AS EMBALAGENS ANTES DE ENCAMINHÁ-LAS PARA A RECICLAGEM? POSSO ENCAMINHAR UM GUARDANAPO SUJO, POR EXEMPLO? E UM COPINHO COM RESTOS DE CAFÉ? O PAPEL DE UMA BITUAC DE CIGARRO POR SER RECICLADO?

André Vilhena, do Cempre - Você não deve lavar as embalagens, porque essa atitude gera um outro problema ambiental, que é o desperdício de água. Use a água da lavagem da louça apenas para enxaguar os recipientes, quando for o caso.

Eduardo Antonio Licco, do Senac - Um guardanapo sujo tem destinação mais adequada sendo descartado no lixo comum. Copinhos de café são recicláveis, mesmo sem lavagem. Não há praticidade nem economicidade na reciclagem de papel em bitucas de cigarro. O que manda é o bom senso.

4) O QUE PODE SER RECICLADO, AFINAL?

André Vilhena, do Cempre - Tudo pode ser reciclado, inclusive isopor, lâmpadas fluorescentes e pilhas. O isopor deve ser separado em casa, assim como o plástico e o papel, por exemplo. Quanto às pilhas, uma opção é levá-las aos postos do Papa-Pilhas, que existem em vários pontos das cidades. Se a pilha for alcalina, ela não terá metais pesados em sua constituição e poderá ser descartada no lixo seco, em casa, junto aos outros materiais recicláveis. Quanto às lâmpadas, é preciso ter cuidado na hora do descarte. Elas não podem ser quebradas, porque têm mercúrio na composição, uma substância poluente. Empresas do Brasil todo reciclam esse tipo de lâmpada.

Eduardo Antonio Licco, do Senac - Teoricamente, tudo pode ser reciclado. Quem vai decidir se haverá ou não reciclagem é o mercado. Se não houver compensação econômica, material ou energética, a reciclagem não se justifica. Por exemplo, se há maior consumo de água, energia e de insumos para reciclar do que para descartar, não haverá razão para o reaproveitamento. Vale lembrar que a reciclagem de alguns materiais não é aceita. Um exemplo típico são os resíduos hospitalares, como agulhas, seringas e drenos.

5) Quais materiais acabam indo para o lixo comum porque não existe a noção de que eles podem ser reciclados?

André Vilhena, do Cempre: a matéria orgânica, os restos de comida e podas de jardinagem. Tudo isso poderia ser reaproveitado por meio da compostagem, que é a transformação da matéria orgânica em adubo e fertilizantes. Isso não ocorre porque falta empenho das prefeituras para coletar, além do baixo investimento em usinas de compostagem.

6) O QUE DEVO FAZER COM ELETRÔNICOS QUE NÃO USO MAIS, COMO UM CELULAR OU UM TOCADOR DE MP3?

Eduardo Antonio Licco, do Senac - A Política Nacional de Resíduos Sólidos especifica que os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de produtos eletroeletrônicos são obrigados a implementar sistemas de logística reversa, ou seja, o retorno dos produtos às empresas após seu uso pelo consumidor. Por isso, procure o fabricante e veja qual é a orientação ao final da vida útil do aparelho. Também existem organizações que se dedicam a receber e a doar esses equipamentos quando eles estão em bom estado. Se eles não funcionarem mais, serão desmontados e reciclados.

7) PARA ONDE DEVEMOS ENCAMINHAR O MATERIAL QUE FOR SEPARADO EM CASA?

André Vilhena, do Cempre - Se sua cidade não tiver um programa de coleta seletiva estruturado pela prefeitura, você deve levar os materiais a um ponto de entrega voluntária ou encaminhar para uma cooperativa. No site do Cempre, há uma lista que pode ajudar você a encontrá-las.

8 ) COMO ORGANIZAR UM PROGRAMA DE COLETA SELETIVA EM CONDOMÍNIOS OU NO TRABALHO?

André Vilhena, do Cempre - É preciso mobilizar o maior número possível de moradores, demonstrando a importância da iniciativa e mostrando a eles como participar. Depois, é preciso definir os tipos de materiais recicláveis que serão coletados, tendo em vista a demanda de mercado existente nas proximidades, pois ela viabilizará um fluxo constante de saída de material, evitando o acúmulo.

9) QUAIS MATERIAIS TÊM MAIS VALOR PARA OS CATADORES?

Eduardo Antonio Licco, do Senac - Alumínio e cobre.

André Vilhena, do Cempre - Além do alumínio, as garrafas PET, papelão e embalagens longa-vida.

10) CONHEÇA A “Rota da Reciclagem”, UM MAPA QUE AJUDA A ENCONTRAR UM DESTINO PARA O LIXO DA SUA CASA

O site Rota da Reciclagem foi criado pela Tetra Pak, com a tecnologia do Google Maps, para facilitar a busca por cooperativas, pontos de entrega voluntária e empresas ligadas à cadeia da reciclagem. Basta digitar o endereço para saber quais são os locais mais próximos da sua casa. De acordo com a Tetra Pak, o buscador conta com mais de 3.400 pontos de coleta seletiva e reciclagem em todo o país.

Fonte: Marie Claire

‘Ilha de lixo’ deixada pelo tsunami no Japão se aproxima da costa do Havaí

Cientistas acreditam que até 20 bilhões de toneladas de destroços podem chegar às ilhas

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Itsuo Inouye/13.03.2011/AP

Destroços das casas e ruas japonesas atingidas pelo tsunami são levados pela correnteza ao lado de um navio cargueiro incendiado nos dias seguintes ao tsunami de março, próximo à Prefeitura de Miyagi, no nordeste do Japão. Segundo cientistas americanos, uma ‘ilha de lixo’ deixada pelo tsunami está se aproximando da costa do Havaí, mais de seis meses depois da tragédia

A descoberta de um barco de pesca e restos de outros objetos no oceano Pacífico revelou que os destroços deixados pelo devastador tsunami que atingiu o Japão em março deste ano estão se dirigindo para o leste mais rápido do que se era esperado, afirmam especialistas americanos.

O terremoto seguido de tsunami gerou algo entre cinco e 20 milhões de toneladas de resíduos na costa japonesa em 11 de março, e pesquisadores do Havaí desenvolveram modelos computadorizados para prever seu movimento e onde e quando poderão atingir a terra-firme.

Inicialmente, os especialistas disseram que os primeiros destroços seriam reencontrados na primavera do hemisfério norte, mais especificamente nas ilhas Midway, 2.100 km a noroeste de Honolulu, no Havaí.

No entanto, seus cálculos foram revisados depois que um barco russo que viajava para o extremo Oriente russo no mês passado avistou uma ‘ilha de lixo’ carregada de escombros do tsunami no Pacífico norte-ocidental. A descoberta incluiu até um barco de seis metros de comprimento vindo de Fukushima, uma das regiões mais danificadas pelo tsunami.

“A primeira zona povoada a ser afetada pelos escombros é o atol de Midway”, afirmou Jan Hafner, do Centro Internacional de Pesquisas do Pacífico da Universidade do Havaí.

Dias depois, prosseguiram os avistamentos de tábuas de madeira, garrafas de água, boias de redes de pesca, um objeto parecido com uma pia, botas e outros dejetos.

A catástrofe do terremoto seguido do tsunami deixou mais de 20 mil mortos ou desaparecidos e ocasionou danos diretos avaliados em junho pelo governo em o equivalente a R$ 372 bilhões.

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Pesquisadores russos retiram uma canoa de seis metros de comprimento encontrada no meio do oceano Pacífico. Segundo os cientistas, o barco de pesca faz parte de uma gigantesca ‘ilha de lixo’ deixada pelo tsunami de março, no Japão, que está se aproximando do Havaí mais rápido do que se calculava e que carrega até 20 milhões de toneladas em escombros (Nadezhda Prozherina/22.09.2011/AFP Photo)

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Fonte: R7

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