O QUE É O LIMPA BRASIL!


O Limpa Brasil Let’s do it! é um movimento de cidadania e cuidado com o meio ambiente!

A ideia é convidar os cidadãos para ajudar a limpar suas cidades em um dia. E incentivar a reflexão para a mudança do hábito de jogar lixo fora do lixo.

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Desperdício de alimentos é preocupação de 96% dos brasileiros

Em Bauru, SP, projeto ensina como aproveitar integralmente os alimentos.
As dicas são simples e podem ser praticadas em casa.

O desperdício de alimentos é um problema mundial. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de um terço de todo alimento produzido no planeta vai direto para o lixo, não é reaproveitado. No Brasil, o desperdício ainda é considerado alto, aproximadamente 64% do plantio é perdido ao longo da produção, por outro lado, a maioria da população se preocupa com o desperdício de comida.

Segundo a World Menu Report, pesquisa realizada em vários países, 96% dos brasileiros se mostraram preocupados com o assunto, ficando à frente de países desenvolvidos como os EUA (79%), Alemanha (77%) e até dos países em desenvolvimento como China (91%) e Rússia (69%).

O desperdício em restaurantes, lanchonetes ou qualquer outro local que ofereça comida pronta para consumo é a maior preocupação dos cidadãos. Em Bauru, no interior de São Paulo, restaurantes e outros locais que trabalham com alimentação procuram evitar o desperdício para não ter prejuízos no final do mês. Mas, dentro de casa algumas atitudes também podem auxiliar na diminuição do desperdício de comida.

Eles dão o exemplo
Vanessa Figueiredo de Souza, gerente e proprietária de uma marmitaria conta que a empresa evita o desperdício incentivando os clientes a deixarem sua refeição agendada por telefone, seja do dia ou da semana toda. “Dessa forma, os funcionários têm noção de qual a quantidade necessária de comida a ser feita” completa. Ainda assim, essa medida é redefinida no dia a dia.

Congelar os alimentos também é uma opção. Vanessa afirma que uma comida preparada, congelada e descongelada propriamente, pode perfeitamente ser servida em outra data. “Os funcionários realizaram o curso de Técnicas de Manipulação de Alimentos, exigido pela Vigilância Sanitária e para a contratação, assim fica mais fácil não desperdiçar comida”.

Além disso, na marmitaria os funcionários são autorizados a levar a comida que sobra para suas casas, ou para doação. Assim, o desperdício é pequeno, o que não acarreta prejuízo para a empresa.

Simone Marangon, proprietária de um restaurante self-service, contou que em seu restaurante quase não há desperdício. “O único alimento que vai para o lixo é o que sobra no prato do cliente e aquilo que fica exposto no buffet. Estamos no mercado há 20 anos, já sabemos exatamente o quanto repor para que nada seja desperdiçado”, afirmou ela.

Além disso, os funcionários também estão preparados para reaproveitar o máximo do alimento. Apenas 10% de tudo que é produzido pelo restaurante é jogado no lixo. Segundo Simone, esta perda já está inclusa no valor que o cliente paga no quilo. “Todo gasto é programado, não há prejuízo”, completa.

Aproveitamento integral dos alimentos
Além de todo o cuidado, os funcionários do restaurante também já participaram de um projeto que ensina como aproveitar integralmente os alimentos, oferecido pelo Serviço Social da Indústria – o Sesi. Simone conta que, por exemplo, que normalmente faz suco feito com a casca do abacaxi, ensinado no curso para o consumo dos funcionários.

Márcia Leme, nutricionista do restaurante do Sesi e também do curso, explica que o objetivo é fazer com que as pessoas conheçam as partes não convencionais do alimento e aprendam a prepará-las para incluir em sua alimentação. “Além de acabar com o desperdício, a pessoa que participa do nosso projeto aprende a economizar, melhora sua alimentação e ainda diminui a quantidade de lixo produzida em sua casa”.

No curso, os alunos ainda aprendem qual a melhor época para comprar determinados alimentos e condicioná-los, ou seja, como guardar de forma que dure mais e possa ser consumido em outro momento. Segundo Márcia, a melhor opção é o congelamento em pequenas quantidades. “Não se pode congelar e descongelar a comida várias vezes, portanto, separe em recipientes menores e descongele apenas a porção que você irá consumir” completa.

Faça em casa
Uma boa opção são as cascas e talos dos alimentos. Veja algumas dicas de como aproveitá-las:
- casca da abóbora: pode ser usada em quiches, saladas, farofas e doces;
- casca da melancia: usada principalmente para doces e saladas;
- casca da laranja/tangerina: com elas você pode fazer um doce delicioso;
- casca do abacaxi: velha conhecida da dona de casa, pode ser usada para fazer suco e doces.

Uma dica importante da nutricionista Márcia Leme é de sempre ferver as cascas, principalmente quando o objetivo é usar para compor saladas, dessa forma, as fibras ficam mais brandas e a textura e sabor, melhores.

Confira aqui algumas receitas que aproveitam os alimentos de forma integral.

 

Fonte: G1

Padilha diz que País não vai permitir entrada de lixo

“Não vamos permitir que qualquer país venha a mandar lixo hospitalar para o Brasil”, afirmou hoje o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Foi a primeira declaração pública do ministro sobre a apreensão, nas últimas semanas, de contêineres em Pernambuco com toneladas de lençóis e outros tecidos usados provenientes de hospitais dos Estados Unidos. Segundo ele, a prática é ilegal e os responsáveis serão “severamente punidos.

O ministro avaliou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) teve “papel correto”, detectando o problema e acionando a Polícia Federal (PF), que investiga o caso. Padilha disse que a vigilância nos portos foi reforçada e que a Anvisa está esclarecendo “muito bem” quais são as regras que caracterizam lixo hospitalar, orientando as vigilâncias estaduais.

O ministro ressalvou que é importante “não misturar o que ocorreu, esse lixo hospitalar ter vindo de fora para o Brasil, com outras situações que não são lixo hospitalar”. “Hospitais às vezes doam os seus lençóis limpos que não são lixo hospitalar para instituições, ou mesmo vendem”, disse.

Padilha participou, no Rio, do encerramento da Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde, realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Após três dias de reuniões e palestras, com a participação de representantes de 120 países, chegou-se a um documento batizado de Declaração do Rio. Representantes de organizações não-governamentais do setor criticaram o resultado, considerado tímido. David Sanders, de uma entidade da África do Sul, reclamou, dizendo que a declaração não abordava a questão do mercado. Foi um dos mais aplaudidos.

“Construir um consenso com mais de 120 países é um grande esforço”, disse o ministro. “A Declaração foi um passo importante, que dá algumas mensagens para o mundo. Primeiro, reafirma que saúde se faz com políticas sociais e econômicas que reduzem a desigualdade. Segundo, quando afirma que o acesso a medicamentos tem que ser uma prioridade e o interesse da saúde pública deve estar acima de qualquer interesse econômico. Terceiro, quando diz que se enfrenta a crise econômica ampliando políticas sociais “, acrescentou Padilha.

O ministro de Relações Exteriores, Antonio Patriota, reafirmou a defesa brasileira da flexibilização de patentes de medicamentos. O ex-ministro José Gomes Temporão, coordenador-executivo Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde (ISAGS), braço da Unasul, destacou o fato de os países reunidos concordarem com a visão de que “saúde não é medicina, não é hospital”, “é política e socialmente determinada”. “As ONGs têm uma visão crítica, muitas acharam que a carta teria que ser mais radical. Ótimo. Há que se entender as limitações de uma carta com que todos os países concordem. O Brasil defendeu posições mais avançadas, não foi possível. Por outro lado, é muito importante que ONGs tenham colocado com clareza aqui que existem outras visões”, disse.

Fonte: Diário do Grande ABC

Apreensões de lixo hospitalar se espalham pelo Nordeste e preocupam autoridades de cinco Estados

Aliny Gama 
Do UOL Notícias 
Em Maceió

A descoberta de dois contêineres com lixo e restos hospitalares trazidos dos EUA para Pernambuco, na semana passada, desencadeou uma série de apreensões no Nordeste de material de hospitais norte-americanos. Após Pernambuco, vigilâncias sanitárias da Bahia, Paraíba, Ceará e Piauí registraram, desde quarta-feira (19), casos suspeitos de reaproveitamento de material indevido.

Além dos produtos norte-americanos, fiscalizações descobriram que lençóis de hospitais brasileiros também estão sendo vendidos livremente em cidades nordestinas.

A suspeita de descarte irregular foi reforçada nesta quinta-feira (20), quando um caminhão que vinha de São Paulo para Santa Cruz do Capibaribe (PE) foi apreendido pela Secretaria da Fazenda com 13 toneladas de retalhos com logomarcas do hospital Santa Izabel, na Bahia. Algumas peças estavam manchadas e foram encaminhadas para análise do Instituto de Criminalística e pela Apevisa (Agência de Vigilância Sanitária de Pernambuco).

Além dessa apreensão, a semana foi marcada por flagras de materiais de hospitais norte-americanos em um hotel, um hospital e à venda em lojas e feiras de Recife, Caruaru e Cupira, todas em Pernambuco. Outros Estados também relataram produtos suspeitos, que estão sendo analisados pelas vigilâncias sanitárias.

Em contato com o UOL Notícias, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou que a responsabilidade da fiscalização é das vigilâncias estaduais, mas afirmou que os restos hospitalares importados clandestinamente não podem ser utilizados para uso doméstico, como forros e lençóis de cama. Mas, os tecidos descartados por hospitais –tanto nacionais quanto internacionais– podem ser reutilizados por unidades de saúde desde que sejam limpos esterilizados.

“Estes tecidos só devem ser reutilizados após processamento específico que garanta a eliminação do risco, realizado em unidades de processamento de roupas de serviços de saúde”, informa. Em nota técnica, a Anvisa explicou ainda que os tecidos hospitalares importados clandestinamente podem conter riscos biológico, químico e radiológico.

A resolução da Anvisa informa ainda que se o tecido for descartado antes do processamento de eliminação de riscos “deverá ser enquadrado em uma das classes de resíduos definidas na Resolução e submetido ao manejo correspondente.”

A nota da Anvisa reforça ainda que os serviços de saúde, nacionais e internacionais, são responsáveis e devem gerenciar corretamente os resíduos gerados e dar o destino final de acordo com as normas sanitárias.

Pernambuco

Um dos casos que chamou a atenção das autoridades em Pernambuco foi a descoberta de que roupas de cama de hospitais norte-americanos estavam sendo usados pelo Hospital Regional Belarmino Correia, em Goiana, a 62 km da capital Recife. Segundo a direção do hospital, as roupas foram adquiridas há mais de quatro anos. A Apevisa informou que todo o material foi recolhido nesta quarta-feira (19).

Também em Pernambuco, na cidade de Timbaúba, a 94 km do Recife, um hotel utilizava lençóis e fronhas norte-americanos como enxoval para as camas dos hóspedes. O dono do estabelecimento informou que adquiriu os produtos em lojas do comércio local há cerca de dois anos e que eles eram mais baratos do que os produtos sem as inscrições dos EUA. O material foi entregue a Vigilância Sanitária.

Ceará

No Ceará, o funcionário público Jackson Alencar comprou, por R$ 80, um saco com 22 quilos de tecido em uma loja no centro de Fortaleza (CE). A ideia era que a esposa costurasse roupinhas para os netos que vão nascer em dezembro e janeiro. “Sem dar conta do material que estava lidando, minha esposa começou a costurar e pintar as roupinhas. Os dois enxovais estavam praticamente prontos, mas vamos jogar tudo no lixo”, contou Alencar, citando que ficou assustado ao perceber, depois da repercussão dos restos hospitalares americanos em Pernambuco, que os tecidos tinham logomarcas de hospitais dos EUA.

“Ficamos apavorados quando nos demos conta de que os tecidos são lixo hospitalar. É um absurdo ter acontecido isso. Entregamos os restos dos tecidos que ainda estavam no saco para a Vigilância Sanitária”, disse Alencar.

Em um dos retalhos havia a identificação do ”Department of Veterans Affairs”, hospital destinado a tratamento de soldados de guerras. Os tecidos vão ser periciados pelo Instituto Médico Legal (IML).

Paraíba

A repercussão de que restos hospitalares eram vendidos pela loja Império do Forro de Bolso levou o motorista Élio Lucena da Nóbrega a observar os dois lençóis que usava em casa e eram similares aos da carga apreendida em Pernambuco. Na quarta-feira (19), ele procurou a imprensa da Paraíba para denunciar que foi enganado e mostrou as roupas de cama. Os tecidos são da cor verde e são identificados com a siglas U.S Government Property (Propriedade do Governo dos EUA), além de uma advertência, em inglês, que dizia que o lençol “será considerado roubo se for removido sem permissão.”

Depois da descoberta, a Vigilância Sanitária da Paraíba informou que solicitou à Apevisa explicações sobre o material e enviou oficio para a Polícia Rodoviária Federal pedindo para monitorar o tráfego de veículos com placas de Pernambuco no Estado.

Piauí

Já no Piauí, o flagrante foi feito na loja Capital dos Retalhos, no centro de Teresina. A loja foi flagrada vendendo restos de tecidos hospitalares importados dos EUA também nesta quarta-feira (19). Lençóis e fronhas eram vendidos como novos e estavam misturados aos produtos nacionais. Eles eram comercializados por R$ 18 o quilo.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, publicada nesta quinta-feira (20), outra loja estava comercializando roupas de cama de vários hospitais brasileiros. Segundo o dono da loja Pólo Malhas, os produtos foram adquiridos em São Paulo.  O lençol era vendido ao preço de R$ 9.

Bahia

Nesta quarta-feira, a polícia apreendeu 830 kg de roupas, jalecos, lençóis e fronhas com logomarcas de hospitais dos EUA que eram comercializados na loja Agreste Tecidos, localizada no centro de Ilhéus (BA).

Os produtos foram encontrados após uma denúncia anônima. Segundo a Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Ilhéus, algumas peças tinham a informação que o material era infectante.

Fonte: UOL

Absorvente e fralda usados viram telhas e tubos de plástico

Fraldas e absorventes não são o tipo lixo que aparece nas lixeiras coloridas de coleta seletiva, mas a empresa britânica Knowaste trabalha exatamente com a reciclagem desses resíduos. Os produtos infantis, geriátricos e de higiene feminina têm os plásticos e fibras de alta qualidade que os compõem esterilizados, recuperados e usados na fabricação de materiais de construção.

A Inglaterra, segundo o CEO da empresa, Roy Brown, gera mais de um milhão de toneladas de lixo de fraldas e absorventes por ano. Fraldas de bebês, de acordo com o site da companhia da Inglaterra, levam cerca de 500 anos para se decompor, e são 8 milhões de itens sendo jogados fora por dia no Reino Unido – 2,4 mil por bebê por ano -, segundo pesquisas de outras organizações citadas pela Knowaste. Só em maternidades, as fraldas somam de 7 a 10 toneladas por ano a cada 100 leitos, o que equivale a até 15% do total de resíduos gerado pela unidade.

Os itens usados por adultos em instituições de saúde somam outras 13 a 20 toneladas a cada 100 leitos, e o volume não inclui os produtos geriátricos usados em lares de idosos, onde 50% dos internos têm problemas de incontigência. E fora fraldas, itens de higiene pessoal feminina como absorventes chegam a 200 toneladas por ano de lixo.

Para dar destinação a essa quantidade de resíduos, o processo da Knowaste começa com a coleta dos materias descartados, que são enviados até a planta de reciclagem – o custo da operação é cobrado junto com a taxa de recolhimento de lixo normal. Na usina, o conteúdo é esterilizado a partir de um processo de autoclave, e na sequência os componentes do bolo são separados.

O plástico extraído é transformado em pequenas pelotas, e então vendido às indústrias que vão transformá-lo em materiais de construção, como madeira de plástico, telhas ou tubos de conexão, por exemplo. Tubos também podem usas as fibras esterelizidas que resultam da reciclagem, usadas, ainda, na produção de papéis.

De acordo com a Knowaste, o processo de reciclagem evita a emissão de 626 quilos de CO2 a cada tonelada de resíduo processado, na comparação com o descarte em lixões ou a incineração.

A primeira planta da empresa foi aberta no início de setembro, em West Bromwich, na Inglaterra, e faz parte de um projeto de 25 milhões de libras que inclui a instalação de outras quatro unidades no país europeu nos próximos quatro anos. A capacidade do conjunto, segundo a companhia, será de reciclar um quinto do lixo de fraldas e absorventes do Reino Unido, evitando a emissão de 110 mil toneladas de gases por ano.

Conheça as etapas do processo de reciclagem das fraldas e dos absorventes na aba desta matéria ou aqui, se estiver acessando a partir de um dispositivo móvel.

Fonte: Terra

A questão do lixo no Brasil: produção, riscos e soluções

Da equipe Atitude Brasil

O conceito de lixo foi desenvolvido ao longo de séculos de atividade humana intensa. Com a industrialização e a consolidação do modo de vida urbano, a produção de materiais que conhecemos como tal aumentou a uma escala impressionante. Atualmente, o descaso com o destino deles é muito intenso e oferece riscos de toda sorte. Por esse motivo, desenvolveu-se a preocupação com a reutilização do resíduo sólido e a percepção de que aquilo que outrora foi considerado lixo pode e deve ser visto como matéria-prima.

Com a quantidade de alternativas que existem hoje para o descarte dos resíduos sólidos, e com o conhecimento que se tem sobre os riscos que a má gestão desses materiais pode oferecer, é preocupante pensar na quantidade de brasileiros que ainda produz e descarta lixo sem pensar nas consequências. Jogar lixo no espaço público e na natureza ainda é um costume de grande parte da população brasileira. E essa atitude é prejudicial para os próprios cidadãos, que sofrem com a sujeira nas grandes cidades, doenças e animais nocivos que se proliferam no lixo e com a poluição dos reservatórios de água superficiais e subterrâneos.

No segundo semestre de 2010, a seca no Rio Negro foi tema de inúmeras reportagens. Com o nível de água mais baixo já registrado, o leito do rio exibiu uma quantidade enorme de resíduos acumulados. O poder de contaminação da água por esses materiais é muito grande, e os custos para reverter esse processo também. Da mesma forma, lixões e depósitos ilegais de lixo oferecem risco de poluição de lençóis freáticos, que são importantes reservatórios de água doce. Por isso, o movimento internacional Let’s do it! foi trazido para o Brasil, e permanecerá aqui por 10 anos, realizando ações de conscientização e mobilização social, a fim de incentivar a mudança de atitude em relação ao lixo e de influenciar a criação de um novo pensamento sustentável na sociedade brasileira, que leve as pessoas a recusarem a produção desnecessária de resíduos e o descarte negligente.

O Limpa Brasil Let’s do it! é uma iniciativa que requer envolvimento de todos os setores da sociedade: governos, instituições públicas, privadas e do terceiro setor e os cidadãos são fundamentais para o sucesso da proposta, pois é necessário reverter um intenso processo cultural de descaso e degradação ambiental, existente há séculos. A partir de junho de 2011, 14 cidades brasileiras com mais de um milhão de habitantes terão suas populações mobilizadas para a limpeza do espaço público. Através de mutirões de limpeza e de ações comunicativas e educativas integradas, o movimento Limpa Brasil Let’s do it! pretende estimular a criação de uma nova cultura comportamental com relação ao lixo. É uma ação concreta em nome da melhora na qualidade de vida e do verdadeiro crescimento sustentável de nosso país.

Poluição: Limpa Brasil (ou “cuidar do bem comum”)

A sujeira e a poluição nas grandes cidades são alarmantes. Além de gerar desconforto para a população, causam problemas de saúde e psicológicos. O acúmulo inadequado de resíduos sólidos é responsável pela transmissão de 13 doenças. A incidência da dengue, por exemplo, é 40% maior em locais onde há descarte irregular de resíduos sólidos urbanos em grande quantidade. O estresse também é um quadro que é agravado pelos maus odores do ambiente urbano, pelo lixo espalhado nas calçadas e pela poluição do ar

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‘Cidade suja é cidade que vai ter surto de dengue’, alerta ministro

“Dengue tem a ver com habitação precária, falta de acesso à água. Cidade suja é cidade que vai ter surto de dengue. Cidade em que as pessoas não têm acesso à água, as pessoas precisam estocar água, e ao não vedar os recipientes, isso se torna foco do mosquito. Isso acontece muito no Norte e Nordeste. Na região Sudeste, o foco está na casa das pessoas. Tudo isso junto, integrado, falta de acesso à água, falta de informação, de educação e falta de saneamento, auxilia na proliferação da doença”, disse.

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O que é Medicina Ecológica?

Medicina ecológica preconiza que a doença precisa ser entendida sob todos seus aspectos, inclusive os ambientais e os psicoemocionais. Assim os médicos deveriam ampliar sua visão e seu interesse para estar de acordo com as novas tendências da ciência mundial.

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Água poluída mata mais que violência no mundo

Segundo a ONU, a população mundial está poluindo os rios e oceanos com o despejo de milhões de toneladas de resíduos sólidos por dia, envenenando a vida marinha e espalhando doenças que matam milhões de crianças todo ano.

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Ciclovia na margem do rio Pinheiros é alternativa para o trânsito de SP

Em fevereiro deste ano a ciclovia, que fica ao lado do rio Pinheiros, na capital paulista, foi inaugurada. Logo ela se tornou uma ótima opção de lazer. Porém, além de diversão, a pista vermelha pode se tornar uma ótima alternativa para o trânsito da cidade.

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