City Is Looking at Sewage Treatment as a Source of Energy
por limpabrasil | 0 comentários
Europa
A estimativa é de que, no mundo, 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico são geradas por ano. Grande parte certamente ocorre nos países ricos. Só a Europa seria responsável por um quarto desse lixo.
Itália- Nápoles
Matéria retirada do site: http://ondas3.blogs.sapo.pt/785347.html
Terça-feira, 29 de Maio de 2007
Grave situação do lixo na Europa
A crise do lixo em Nápoles é apenas a ponta do icebergue de lixo europeu. O governo italiano até já negocia com a Roménia a exportação do lixo de Nápoles.
Crises semelhantes provocaram greves e desordens na Grécia e na Bulgária este ano. A crise é tão grande na Grã-Bretanha que os peritos dizem que a capacidade dos aterros se esgotará em 2016 e será preciso avançar com medidas severas. A Irlanda enfrenta problemas sérios devido ao aumento de 65% na produção de lixo entre 1995 e 2005. Em França, 77% dos pneus usados acabam em aterros ou são incinerados. Em Espanha, apenas 20% do plástico é reciclado. Para não falar da famigerada herança de Chernobyl que fizeram a Ucrânia, a Moldávia e a Bielo-Rússia mergulhar em grave crise ambiental.
Por isso a União Europeia está a processar 14 países por não terem em devido tempo aplicado normas mais rigorosas de gestão de aterros sanitários.
A Associação de Municípios da Grande Manchester vai introduzir, a partir de 2012, uma portagem de 2 libras para entrar na cidade e de 1 libra para sair durante as horas de ponta. Chamam-lhe, como em Londres, uma taxa de engarrafamento. Ao fim de semana não haverá portagem.
A Igreja da Noruega iniciou uma campanha para reduzir a poluição. Para além de ter baixado os termóstatos no interior dos seus edifícios, mandou instalar parques de estacionamento de bicicletas e faz orações pelo ambiente.
Nos EUA, Tom Coburn, o senador republicano por Oklahoma, fez gorar o plano de uma homenagem a Rachel Carson por altura do centenário do seu nascimento. Publicado em 1962, Silent Spring falava dos perigos para as pessoas e para o ambiente colocados pelo pesticida DDT. Mas para Tom Coburn, o trabalho de Rachel apenas criou um clima de histeria e desinformação acerca do impacto do DDT nas pessoas.
Na Argentina, 8 anos após um derrame de petróleo no Rio da Prata, moradores da área afectada exigem que a Shell limpe o rio e os indemnize pelos danos causados.
O derrame aconteceu em 1999, ao largo de Magdalena, 100 km a sul de Buenos Aires, quando um navio alemão bateu no barco Estrella Pampeana, da Shell, carregado com 30 mil toneladas de petróleo.
Matéria retirada do site:
http://ondas3.blogs.sapo.pt/785347.html
Estados Unidos:
A questão sobre o que fazer com as 11.000 toneladas de lixo produzidas diariamente pela cidade de Nova York vem novamente à tona, desta vez no orçamento do Prefeito Michael Bloomberg que propõe, como medida de economia, acabar com a reciclagem de metais, vidros e plásticos. Infelizmente, isto significa aumentar, ao invés de diminuir, o volume do lixo.
O problema do lixo de Nova York tem três facetas. É um problema econômico, um desafio ambiental e um pesadelo potencial de relações públicas. Quando o aterro sanitário de Fresh Kills, o local de destinação final do lixo de Nova York, foi desativado permanentemente em março de 2001, a cidade teve que transportar o lixo para aterros distantes em Nova Jersey, Pensilvânia e Virginia – alguns a quase 500 quilômetros de distância.
Tomando por base uma carga de 20 toneladas para cada uma das caçambas-reboque utilizadas para transporte a longa distância, são necessários cerca de 550 reboques para transportar o lixo de Nova York, diariamente. Estes reboques formam um comboio de 14 quilômetros de extensão, congestionando o trânsito, poluindo o ar e elevando as emissões de carbono. Este comboio diário levou o Vice-Prefeito Joseph J. Lhota, que supervisionou a desativação de Fresh Kills, a declarar que a eliminação do lixo urbano, hoje, “é como uma operação militar cotidiana.”
Ao invés de reduzir rapidamente o volume de lixo gerado enquanto Fresh Kills se enchia, a decisão foi simplesmente levá-lo para outro lugar. Comunidades locais em outros estados, carentes de recursos, se prontificam a aceitar o lixo de Nova York – se forem bem remunerados. Alguns o consideram uma benesse. Entretanto, para os governos estaduais sobrecarregados com os custos crescentes de manutenção de rodovias, este esquema não é muito atraente. Além disso, têm que lidar com congestionamentos, ruídos, aumento da poluição e reclamações das comunidades vizinhas.
O Governador de Virginia, Jim Gilmore, protestou ao Prefeito Rudy Giuliani, em 2001, contra o uso do estado como depósito de lixo. “Compreendo o problema que Nova York enfrenta,” observou ele. “Mas o estado natal de Washington, Jefferson e Madison não tem a menor intenção de se tornar o lixão de Nova York.”
No início de abril de 2001, o novo Governador de Virginia, Mark Warner, propôs um imposto de US$ 5 por tonelada sobre todos os resíduos sólidos despejados em Virginia. Isto deverá gerar um fluxo de caixa anual de US$ 76 milhões para o tesouro estadual, mas não ajudará a resolver os problemas econômicos de Nova York.
Na Pensilvânia, a Assembléia Geral está considerando promulgar legislação que restrinja a importação de lixo de outros estados. À medida que os aterros dos estados vizinhos começam a encher haverá menos locais para levar o lixo de Nova York, aumentando ainda mais os custos de sua destinação final.
O lixo de aterros consome terra. Para cada 40.000 toneladas de lixo adicionado a um aterro, perde-se pelo menos um acre de terra para uso futuro. Também se perde uma grande área do seu entorno, pois o aterro, com resíduos potencialmente tóxicos, deve ficar isolado das áreas residenciais.
A administração municipal de Bloomberg propôs a incineração como solução. Porém a queima diária de 11.000 toneladas de lixo apenas aumentará a poluição atmosférica, agravando ainda mais o ar já insalubre. Da mesma forma que o transporte do lixo para locais distantes, a incineração trata os sintomas e não as causas da montanha de lixo de Nova York.
O volume de lixo produzido na cidade é a manifestação de um problema mais fundamental – a evolução da economia mundial do descarte. Produtos descartáveis, facilitados pelo apelo da conveniência e o custo artificialmente baixo de energia, são responsáveis por grande parte do lixo que produzimos.
É fácil esquecer quantos produtos descartáveis existem até que comecemos, efetivamente, a listá-los. Substituímos os lenços, toalhas de mão e guardanapos de pano pelos de papel, e as garrafas de vidro, reutilizáveis, por latas e garrafas plásticas. Talvez, como o último dos insultos, os próprios sacos de compras que são utilizados para transportar os produtos descartáveis são, eles próprios, descartáveis, somando-se ao fluxo do lixo. A pergunta no caixa do supermercado, “Papel ou plástico?” deveria ser substituída por, “Você trouxe sua sacola?”
O desafio que enfrentamos, hoje, é substituir a economia do descarte pela economia da redução/reutilização/reciclagem. A Terra não pode mais tolerar poluição, uso de energia, perturbação da mineração e desmatamento exigidos pela economia do descarte. Para cidades como Nova York o desafio é, em primeiro lugar, menos o que fazer com o lixo e mais como evitar sua produção.
Nova York recicla apenas 18 porcento dos seus resíduos municipais. Los Angeles recicla 44 porcento eChicago, 47 porcento. Seattle e Minneapolis têm, ambos, taxas de reciclagem em torno de 60 porcento. Mas, até mesmo eles estão longe de explorar o potencial pleno da reciclagem do lixo. Há muitas formas de reduzir a montanha diária de lixo. Uma delas é, simplesmente, proibir o uso de recipientes “one-way” para bebidas, o que foi feito na Dinamarca e Finlândia. A Dinamarca, por exemplo, proibiu recipientes “one-way” para refrigerantes em 1977 e cerveja em 1981. Se o Prefeito Bloomberg quiser um exemplo mais perto de casa, é só visitar a Ilha Prince Edward, no Canadá, que também adotou uma proibição semelhante para recipientes “one-way.”
Há outros ganhos na reutilização de recipientes de bebidas. Uma vez que são transportados de volta para as engarrafadoras nos mesmos caminhões que fazem a entrega, reduzem não apenas o lixo mas também o congestionamento do trânsito, o uso de energia e a poluição atmosférica.
Temos a tecnologia para reciclar praticamente todos os componentes do lixo. Por exemplo, a Alemanha, hoje, obtém 72 porcento do seu papel de fibras recicladas. Com vidro, alumínio e plásticos, as taxas potenciais de reciclagem são até maiores.
Os nutrientes do lixo também podem ser reciclados pela compostagem de materiais orgânicos, inclusive resíduos da capinação de parques e jardins, restos de alimentação e de produtos de supermercados. Anualmente, o mundo minera 139 milhões de toneladas de rocha fosfatada e 20 milhões de toneladas de potassa, a fim de obter o fósforo e potássio necessário para substituir os nutrientes que as lavouras removem do solo. A compostagem urbana que devolveria os nutrientes ao solo poderia reduzir enormemente estes gastos em nutrientes e a perturbação causada por sua mineração.
Uma outra medida para redução do lixo, nesta situação de estresse fiscal, seria aplicar um imposto sobre todos os produtos descartáveis (efetivamente um imposto do lixão) para que aqueles que utilizam produtos descartáveis suportem diretamente o custo de sua destinação final. Isto aumentaria receitas reduzindo, ao mesmo tempo. os gastos para a destinação do lixo, e ajudando a reduzir o déficit fiscal da cidade.
Existem inúmeras soluções de ganho economicamente atraentes e ambientalmente desejáveis, que ajudarão a evitar a débâcle emergente de relações públicas criada pela imagem de Nova York como a capital mundial do lixo. Uma resposta a esta situação que trate as causas, ao invés dos sintomas da geração do lixo, poderá ser extremamente proveitosa para a cidade.
*Lester Brown é fundador do WWI-Worldwatch Institute e do EPI-Earth Policy Institute
Retirado do site: http://www.uma.org.br/artigos/001.html
Todos os direitos reservados. EPI-Earth Policy Institute / UMA-Universidade Livre da Mata Atlântica.
Autorizada a reprodução citando fonte e site http://www.wwiuma.org.br/
No Japão
Enquanto no Brasil ainda são poucos os que pensam duas vezes antes de colocar uma garrafa PET no lixo, no Japão, reciclar é obrigatório –e complicado. Lá, cada prefeitura decide quantas categorias de lixo terá, e são ao menos cinco: de materiais incineráveis, não-incineráveis, garrafas PET, latas de metal e alumínio e vidros.
Na cidade de Yokohama, por exemplo, há dez tipos. Para livrar-se de uma garrafa PET é preciso lavar o interior, amassar e colocar em um saco plástico semitransparente, antes de deixar para a coleta. Rótulo e tampinha vão em um segundo saco, destinado a peças plásticas pequenas.
Lixeiras de não-incineráveis, garrafas PET, latas de metal ou alumínio, vidros e incineráveis, em universidade de Okinawa
Parece complicado? Livrar-se de uma prateleira é muito pior. Se ela for de madeira e medir menos de 50 centímetros, entra na categoria de incineráveis. Se for maior, deve-se pedir à prefeitura que venha retirá-la. Se o lado mais comprido tiver até um metro, a taxa será de 1.000 ienes (aproximadamente R$ 16). Se for maior, de 1.500 ienes (cerca de R$ 24).
Sim, grande parte das cidades realmente tem manuais de instruções para os novatos, e os estrangeiros são os que mais sofrem. Em Komaki, onde há 11 categorias de lixo –algumas recolhidas só uma vez a cada duas semanas–, o transtorno fica evidente pelo número de idiomas que há no DVD com as explicações sobre cada lixo. São cinco: português, espanhol, inglês e chinês, além de japonês.
“É uma neurose. Eu morava em Hiroshima e lá, são oito tipos de lixo. Só que alguns são recolhidos a cada duas semanas e, uma vez, não deu para guardar o lixo por uma semana. Eu coloquei na data errada, e os lixeiros não levaram. Todos os vizinhos sabiam que era o meu lixo que tinha ficado lá. Mudei agora para Kawasaki, onde há apenas três tipos de lixo. Estou no paraíso”, conta o professor de inglês, Edelson Barbieri Finozzi, 41.
“Eu acho que separar o lixo é só uma questão de hábito. O problema é quando não estou em casa em dias de coleta de lixo incinerável, que contém restos de comida. Se perco o dia, fico com o lixo guardado dentro de casa por uma semana. Por isso, sempre penso na escala da coleta de lixo antes de marcar uma viagem”, conta a engenheira de alimentos Fernanda Ushikubo, 27, que estuda no Japão.
Cultura da reciclagem
Para a engenheira ambiental Ana Paula Gomes Ferreira, 33, que vive em Okinawa há três anos e elabora uma tese de mestrado sobre utilização de energias renováveis, o sistema de coleta de lixo do Japão funciona por causa da “cultura de reciclagem” que foi criada durante anos. “Os japoneses aprendem a separar o lixo desde pequenos.”
Ela afirma que a reciclagem minuciosa é necessária porque, no Japão, “falta espaço para tudo”. Com o detalhamento dos materiais recicláveis, o Japão, que importa quase toda sua matéria-prima, pode reutilizá-la em vez de importá-la novamente, em sua totalidade. Outra vantagem é a potencialização da incineração. “Com a incineração, o volume de lixo gerado diminui, e os poucos aterros sanitários existentes duram muito mais.”
Segundo um relatório divulgado pelo Ministério do Meio-Ambiente do Japão, em 2005, cerca de 80% das 53 milhões de toneladas de lixo doméstico geradas foram incineradas.
Para os preguiçosos, o Japão aponta uma saída: pagar. “Uma amiga mora em um prédio onde a maioria decidiu não separar o lixo. Desta forma, cada condômino paga 2.000 ienes [uns R$ 32] por mês para uma empresa que faz a separação”, conta Ferreira.
Matéria do site http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u375012.shtml
Folha de São Paulo Cotidiano 04/03/2008 – 11h43
por thais | 1 comentários
Quanto às características físicas:
Seco: papéis, plásticos, metais, couros tratados, tecidos, vidros, madeiras, guardanapos e tolhas de papel, pontas de cigarro, isopor, lâmpadas, parafina, cerâmicas, porcelana, espumas, cortiças.
Molhado: restos de comida, cascas e bagaços de frutas e verduras, ovos, legumes, alimentos estragados, etc…
Quanto à composição química:
Orgânico: é composto por pó de café e chá, cabelos, restos de alimentos, cascas e bagaços de frutas e verduras, ovos, legumes, alimentos estragados, ossos, aparas e podas de jardim.
Inorgânico: composto por produtos manufaturados como plásticos, vidros, borrachas, tecidos, metais (alumínio, ferro, etc.), tecidos, isopor, lâmpadas, velas, parafina, cerâmicas, porcelana, espumas, cortiças, etc.
Quanto à origem:
Domiciliar: originado da vida diária das residências, constituído por restos de alimentos (tais como cascas de frutas, verduras, etc.), produtos deteriorados, jornais, revistas, garrafas, embalagens em geral, papel higiênico, fraldas descartáveis e uma grande diversidade de outros ítens. Pode conter alguns resíduos tóxicos.
Comercial: originado dos diversos estabelecimentos comerciais e de serviços, tais como supermercados, estabelecimentos bancários, lojas, bares, restaurantes, etc.
Serviços Públicos: originados dos serviços de limpeza urbana, incluindo todos os resíduos de varrição das vias públicas, limpeza de praias, galerias, córregos, restos de podas de plantas, limpeza de feiras livres, etc, constituído por restos de vegetais diversos, embalagens, etc.
Hospitalar: descartados por hospitais, farmácias e clínicas veterinárias (algodão, seringas, agulhas, restos de remédios, luvas, curativos, sangue coagulado, órgãos e tecidos removidos, meios de cultura e animais utilizados em testes, resina sintética, filmes fotográficos de raios X). Em função de suas características, merece um cuidado especial em seu acondicionamento, manipulação e disposição final. Deve ser incinerado e os resíduos levados para aterro sanitário.
Portos, Aeroportos, Terminais Rodoviários e Ferroviários: resíduos sépticos, ou seja, que contém ou potencialmente podem conter germes patogênicos. Basicamente originam-se de material de higiene pessoal e restos de alimentos, que podem hospedar doenças provenientes de outras cidades, estados e países.
Industrial: originado nas atividades dos diversos ramos da indústria, tais como: o metalúrgico, o químico, o petroquímico, o de papelaria, da indústria alimentícia, etc.
O lixo industrial é bastante variado, podendo ser representado por cinzas, lodos, óleos, resíduos alcalinos ou ácidos, plásticos, papel, madeira, fibras, borracha, metal, escórias, vidros, cerâmicas. Nesta categoria, inclui-se grande quantidade de lixo tóxico. Esse tipo de lixo necessita de tratamento especial pelo seu potencial de envenenamento.
Radioativo: resíduos provenientes da atividade nuclear (resíduos de atividades com urânio, césio, tório, radônio, cobalto), que devem ser manuseados apenas com equipamentos e técnicos adequados.
Agrícola: resíduos sólidos das atividades agrícola e pecuária, como embalagens de adubos, defensivos agrícolas, ração, restos de colheita, etc. O lixo proveniente de pesticidas é considerado tóxico e necessita de tratamento especial.
Entulho: resíduos da construção civil: demolições e restos de obras, solos de escavações. O entulho é geralmente um material inerte, passível de reaproveitamento.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Res%C3%ADduos_s%C3%B3lidos
por thais | 0 comentários