O QUE É O LIMPA BRASIL!


O Limpa Brasil Let’s do it! é um movimento de cidadania e cuidado com o meio ambiente!

A ideia é convidar os cidadãos para ajudar a limpar suas cidades em um dia. E incentivar a reflexão para a mudança do hábito de jogar lixo fora do lixo.

participe!

Tietê: lixo retirado equivale a 20 piscinões

Em todo ano passado foram removidos 3,3 milhões de m3 de sedimentos do rio e seus aluentes. Rio Pinheiros também foi beneficiado

O Governo do Estado fez a lição de casa e removeu ano passado 3,3 milhões de m3 de sedimentos do rio Tietê, com 61 máquinas. O volume representa 60% da capacidade dos 30 piscinões do Estado. De acordo com o próprio governo do Estado, é como se, em menos de um ano, tivessem sido acrescentados 20 novos piscinões ao sistema estadual de combate às enchentes.

O número será divulgado hoje pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) em visita às obras de desassoreamento do rio Pinheiros. De lá, já foram removidos ano passado 450 mil m3 de lixo.
Segundo o DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), responsável pelo trabalho na calha do Tietê, a limpeza aumenta a capacidade de vazão das águas da chuva. A calha foi projetada para aguentar 120 mm de chuva por dia. Este ano, a cidade registrou 239 mm de água, metade do índice de janeiro de 2011.

A colaboração de São Pedro, somado à limpeza, ajudou a evitar que a marginal Tietê alagasse, como ocorreu no verão passado.

O desassoreamento do rio Tietê é feito em três frentes. No total, 66 km de rios e córregos são limpos. O trecho mais extenso tem 25 km e vai da rodovia Ayrton Senna à foz do córrego Três Pontes, na divisa da capital com Itaquaquecetuba.

O material recolhido é transportado por barco ou caminhões para a lagoa de Carapicuíba. Lá, passa por uma triagem para que seja definida, em seguida, sua destinação final.

FONTE: BAND | DO METRO SP

Limpa Brasil – Campinas 25 de setembro de 2011

Cada pessoa em Campinas produz em média 0,98kg de lixo por dia, totalizando mais de 1.045 mil toneladas. E ainda

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O destino das 180 mil toneladas de lixo que produzimos todos os dias

Para onde vai o lixo depois que é descartado? Como destinar resíduos para reciclagem, e o que pode ser reciclado? ÉPOCA preparou um especial para mostrar o que acontece com o lixo que você produz em casa

O caminho do lixo (Foto: Reprodução/ÉPOCA)

 

O brasileiro produz, em média, um pouco mais de um quilo de lixo por dia. Um quilo de resíduos indesejados, que simplesmente “jogamos fora”, mas que somados, chegam a incrível cifra de 180 mil toneladas de resíduos descartados todos os dias. Mas o que é jogar fora? Para onde vai esse lixo, e qual as consequências de destinar esses resíduos de maneira inadequada?

ÉPOCA preparou um especial on-line  para responder essas perguntas. A ideia é mostrar  como descartar, reutilizar e reciclar e o que fazer com os rejeitos – a parte do lixo que não tem como ser reciclada.

Em “Comece a reciclagem dentro de casa“, mostramos como descartar o lixo, separando o que deve ser reciclado do lixo que será destinado aos aterros. Duas reportagens mostram o que são os aterros: em “Como funciona um aterro sanitário“, fomos até o Tecipar, aterro que atende as cidades de Santana de Parnaíba, Barueri, Carapicuíba e Araçariguama, na Grande São Paulo. Em “O lixo que vira energia e crédito de carbono“, mostramos o caso do aterro Bandeirantes, desativado em 2007 e que usa as 40 milhões de toneladas de lixo enterradas no local para gerar energia.

Mas antes de o lixo chegar aos aterros, há um longo caminho. Relatamos a rotina dos coletores e a dificuldade em fazer uma coleta diária de mais de 10 mil toneladas de lixo na maior cidade do país em “Quem recolhe o seu lixo“, e o caminho alternativo, em “Como o seu lixo é reciclado“. Além disso, mostramos que lixo eletrônico tem solução em “Seus eletroeletrônicos também podem ser reciclados“.

Você também pode ver os “Números da reciclagem no Brasil” e uma entrevista explicando as mudanças na política brasileira em relação ao lixo, em “O que é o Plano Nacional de Resíduos Sólidos“.

Participe deste especial contando, no espaço para comentários abaixo, iniciativas interessantes sobre o descarte do lixo e deixe suas dúvidas sobre o assunto.

 

FONTE: ÉPOCA

Desperdício de alimentos é preocupação de 96% dos brasileiros

Em Bauru, SP, projeto ensina como aproveitar integralmente os alimentos.
As dicas são simples e podem ser praticadas em casa.

O desperdício de alimentos é um problema mundial. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de um terço de todo alimento produzido no planeta vai direto para o lixo, não é reaproveitado. No Brasil, o desperdício ainda é considerado alto, aproximadamente 64% do plantio é perdido ao longo da produção, por outro lado, a maioria da população se preocupa com o desperdício de comida.

Segundo a World Menu Report, pesquisa realizada em vários países, 96% dos brasileiros se mostraram preocupados com o assunto, ficando à frente de países desenvolvidos como os EUA (79%), Alemanha (77%) e até dos países em desenvolvimento como China (91%) e Rússia (69%).

O desperdício em restaurantes, lanchonetes ou qualquer outro local que ofereça comida pronta para consumo é a maior preocupação dos cidadãos. Em Bauru, no interior de São Paulo, restaurantes e outros locais que trabalham com alimentação procuram evitar o desperdício para não ter prejuízos no final do mês. Mas, dentro de casa algumas atitudes também podem auxiliar na diminuição do desperdício de comida.

Eles dão o exemplo
Vanessa Figueiredo de Souza, gerente e proprietária de uma marmitaria conta que a empresa evita o desperdício incentivando os clientes a deixarem sua refeição agendada por telefone, seja do dia ou da semana toda. “Dessa forma, os funcionários têm noção de qual a quantidade necessária de comida a ser feita” completa. Ainda assim, essa medida é redefinida no dia a dia.

Congelar os alimentos também é uma opção. Vanessa afirma que uma comida preparada, congelada e descongelada propriamente, pode perfeitamente ser servida em outra data. “Os funcionários realizaram o curso de Técnicas de Manipulação de Alimentos, exigido pela Vigilância Sanitária e para a contratação, assim fica mais fácil não desperdiçar comida”.

Além disso, na marmitaria os funcionários são autorizados a levar a comida que sobra para suas casas, ou para doação. Assim, o desperdício é pequeno, o que não acarreta prejuízo para a empresa.

Simone Marangon, proprietária de um restaurante self-service, contou que em seu restaurante quase não há desperdício. “O único alimento que vai para o lixo é o que sobra no prato do cliente e aquilo que fica exposto no buffet. Estamos no mercado há 20 anos, já sabemos exatamente o quanto repor para que nada seja desperdiçado”, afirmou ela.

Além disso, os funcionários também estão preparados para reaproveitar o máximo do alimento. Apenas 10% de tudo que é produzido pelo restaurante é jogado no lixo. Segundo Simone, esta perda já está inclusa no valor que o cliente paga no quilo. “Todo gasto é programado, não há prejuízo”, completa.

Aproveitamento integral dos alimentos
Além de todo o cuidado, os funcionários do restaurante também já participaram de um projeto que ensina como aproveitar integralmente os alimentos, oferecido pelo Serviço Social da Indústria – o Sesi. Simone conta que, por exemplo, que normalmente faz suco feito com a casca do abacaxi, ensinado no curso para o consumo dos funcionários.

Márcia Leme, nutricionista do restaurante do Sesi e também do curso, explica que o objetivo é fazer com que as pessoas conheçam as partes não convencionais do alimento e aprendam a prepará-las para incluir em sua alimentação. “Além de acabar com o desperdício, a pessoa que participa do nosso projeto aprende a economizar, melhora sua alimentação e ainda diminui a quantidade de lixo produzida em sua casa”.

No curso, os alunos ainda aprendem qual a melhor época para comprar determinados alimentos e condicioná-los, ou seja, como guardar de forma que dure mais e possa ser consumido em outro momento. Segundo Márcia, a melhor opção é o congelamento em pequenas quantidades. “Não se pode congelar e descongelar a comida várias vezes, portanto, separe em recipientes menores e descongele apenas a porção que você irá consumir” completa.

Faça em casa
Uma boa opção são as cascas e talos dos alimentos. Veja algumas dicas de como aproveitá-las:
- casca da abóbora: pode ser usada em quiches, saladas, farofas e doces;
- casca da melancia: usada principalmente para doces e saladas;
- casca da laranja/tangerina: com elas você pode fazer um doce delicioso;
- casca do abacaxi: velha conhecida da dona de casa, pode ser usada para fazer suco e doces.

Uma dica importante da nutricionista Márcia Leme é de sempre ferver as cascas, principalmente quando o objetivo é usar para compor saladas, dessa forma, as fibras ficam mais brandas e a textura e sabor, melhores.

Confira aqui algumas receitas que aproveitam os alimentos de forma integral.

 

Fonte: G1

Voluntários do Limpa Brasil falam sobre consciência ambiental

Acesse www.limpabrasil.com

Plano de resíduos sólidos recebe novas contribuições

Em audiência pública nacional, realizada em Brasília, foram acatadas novas propostas à versão preliminar do documento. Setores do Governo, organizações não governamentais e catadores participaram da última reunião presencial.

Em audiência pública nacional, realizada em Brasília, o Ministério do Meio Ambiente acatou, nesta quinta-feira (1/12), novas propostas da sociedade civil, governo, empresas e universidades para a versão preliminar do Plano Nacional de Resíduos Sólidos. O documento agora será submetido aos conselhos nacionais de meio ambiente, cidades, saúde e política agrícola, onde poderá receber novas contribuições. Depois de pronto, segue para apreciação do Palácio do Planalto.

A última de uma série de audiências públicas presenciais que percorreram todas as regiões do País serviu para análise das mais de 900 sugestões diretas e 400 pelo Internet. Foram aceitas 168 emendas. Para o diretor de Ambiente Urbano do MMA, Silvano Silvério, esta etapa é uma das mais importantes do plano. “É fundamental, pois contou com a participação dos vários setores envolvidos e o plano é para todos eles”, afirmou.

O resultado das consultas públicas é um documento que estabelece diretrizes, estratégias, cenários e metas para o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Visto como um novo pacto entre Governo e sociedade civil, o Plano prevê um conjunto de medidas que devem resultar no fim dos lixões, implantação da coleta seletiva, valorização dos catadores e incentivo ao consumo consciente.

Em meados de 2012, o grupo coordenado pelo MMA e composto por 10 ministérios, Casa Civil e Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, encaminha a proposta ao Palácio do Planalto. O texto final, que será transformado em decreto presidencial, prevê a realização de um novo e amplo diagnóstico da situação dos resíduos sólidos no Brasil, traça metas e estabelece prazos para o cumprimento de etapas que resultaram no fim dos lixões e instalação de aterros controlados para destinação exclusiva de rejeitos.

A implementação do Plano vai gerar impactos em vários setores da economia e no dia-a-dia das pessoas. Dados oficiais apontam que a coleta seletiva de materiais recicláveis no País não chega a 28% dos municípios brasileiros. Somente 392 municípios contam com estruturas para reutilização e reciclagem, mesmo assim, parte deles necessita de recuperação. Para reverter esse quadro, o Plano traz metas regionais até 2031 e propõe mecanismos de financiamento.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

Soluções para o lixo variam conforme as cidades, diz especialista

“A melhor saída é aquela que atende às necessidades de cada município”, disse o coordenador do Grupo de Resíduos Sólidos da Universidade Federal de Pernambuco, José Fernando Thomé Jucá, na 12ª Conferência das Cidades.

O coordenador do Grupo de Resíduos Sólidos da Universidade Federal de Pernambuco, José Fernando Thomé Jucá, defendeu nesta quarta-feira que não há solução homogênea para o tratamento dos resíduos sólidos. “A melhor saída é aquela que atende às necessidades de cada município”, disse o professor durante a 12ª Conferência das Cidades, promovida pela Comissão de Desenvolvimento Urbano.

Como exemplos, Jucá lembrou que São Paulo gera uma quantidade muito grande de resíduos plásticos, enquanto na Amazônia a maior parte do lixo é orgânica. Segundo ele, a composição dos descartes já determina a solução. “Para o material orgânico o melhor é tratamento biológico, já plásticos podem gerar energia a partir de calor ou biodegradação.”

O professor coordena um grupo de 65 pesquisadores que analisa a situação brasileira e soluções adotadas em outros países. De acordo com ele, o objetivo do trabalho, financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), “é ajudar a discutir as tecnologias mais apropriadas para cada região do Brasil”.

Gaseificação
Na opinião do presidente do Instituto Brasil Ambiente, Sabetai Calderoni, “a nova trincheira” do tratamento de resíduos é a gaseificação. De acordo com ele, “em vez de gastar 100 para construir um aterro, a prefeitura pode gastar 80 com uma central de reciclagem, porque em algum tempo o aterro se esgota”.

Calderoni frisou que a gaseificação e a incineração são processos muito diferentes. Ao contrário da segunda, na gaseificação não ocorre queima. Os materiais são aquecidos a 800 graus, mas na ausência de oxigênio.

“Temos aí uma possibilidade de processamento dos materiais descartados a custo muito baixo sem poluição”, sustentou. Segundo o especialista, “o Brasil perde 10 bilhões de dólares por ano apenas por não reciclar o lixo residencial”.

Prejuízos 
Os prejuízos podem ser ainda maiores devido à má utilização dos recursos investidos. De acordo com a representante da Caixa Econômica Federal, Denise Seabra, a maioria dos aterros sanitários tornam-se lixões. Se os critérios de financiamento não considerarem a continuidade das ações, disse, “será um investimento perdido, porque em pouco tempo deixará de atender aos propósitos previstos”.

Denise Seabra informou que a Caixa conta com uma linha de crédito, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que cobre todos os itens necessários na elaboração de planos de gestão de resíduos. Os critérios do banco incluem até mesmo a contabilização dos possíveis ganhos com créditos de carbono como garantia adicional do financiamento.

A especialista lembrou que os lixões emitem grandes quantidades de metano, gás que contribui para o aquecimento global. Com a instalação de aterros sanitários, portanto, é possível não apenas aproveitar esse gás, como receber créditos de carbono devido à redução das emissões.

Comparação

Exemplo de gestão eficiente do lixo urbano, a Holanda produz anualmente a mesma quantidade de resíduos sólidos que o Brasil (60 milhões de toneladas), embora em um território equivalente a 0,5% do brasileiro. A informação é do coordenador do Departamento Nacional de Resíduos Sólidos da Holanda, Herman Huisman.

A grande diferença é que no país europeu apenas 3% do total de resíduos sólidos vão para os 22 aterros sanitários existentes. Segundo Huisman, o índice de reciclagem chega a 80%. O material restante é distribuído entre 22 usinas de compostagem e 12 incineradores instalados. No Brasil, estima-se que menos de 2% do material descartado seja reciclado.

De acordo com o especialista, os incentivos econômicos foram fundamentais para o sucesso do programa. “Os impostos para aterros são muito baratos”, sustentou Huisman. Além disso, quem paga pelo tratamento dos resíduos são os consumidores, não todos os cidadãos.

Cidade Cidadã
Ao final da conferência, o presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano, Manoel Júnior (PMDB-PB), entregou o selo Cidade Cidadã a quatro municípios que se destacaram na adoção de boas soluções para o tratamento de resíduos sólidos.

Duas cidades gaúchas foram premiadas – Novo Hamburgo e Rio Grande. As demais ganhadoras foram Sertânia (PE), Miguel Pereira (RJ) e Sertãozinho (PB).

Reportagem – Maria Neves
Edição – Ralph Machado

Empresa que comprar lixo reciclável de catadores terá desconto

Empresas terão que comprar o material de cooperativas para receberem a redução de IPI

Latas de alumínio para reciclagem

O valor da redução vai depender do material do lixo

Brasília – As empresas que comprarem resíduos sólidos recicláveis de cooperativas de catadores de lixo terão desconto no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O Decreto nº 7.619 determina as condições necessárias para que as empresas tenham acesso à redução do IPI, de acordo com o material utilizado. Já as cooperativas devem ter, no mínimo, 20 cooperados.

Os descontos no imposto variam de acordo com o tipo e a quantidade de resíduos sólidos usados no produto final. Plásticos e vidros vão proporcionar redução de 50%. O desconto para papéis e resíduos de ferro ou aço é 30%, enquanto resíduos de cobre, alumínio, níquel e zinco permitem o abatimento de 10% do valor do IPI.

A emissão da nota fiscal para a comprovar a compra do material reciclável é obrigatória. O valor descontado dos produtos deve ser registrado na nota emitida pela empresa que adquiriu os resíduos para reciclagem. Mas os descontos só serão concedidos caso o produto final não esteja isento, suspenso ou imune de IPI.

A representante jurídica da Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP), advogada Simone Nogueira, considera o incentivo fiscal um facilitador para as compras feitas nas cooperativas. “As transações diretas serão mais fáceis e as cooperativas se organizarão melhor para atender à demanda”, explicou. Para a advogada, o incentivo vai reduzir os custos do produto final e melhorar as condições de trabalho dos catadores organizados em cooperativas.

Fonte: Exame

Coleta seletiva na copa de 2014

Jefferson Rudy/MMA
Logística reversa para o setor de embalagens começará pelas cidades-sedes do campeonato mundial. Elas são responsáveis por produzir 35% dos resíduos sólidos urbanos do País.

As doze cidades brasileiras escolhidas para sediar a Copa de 2014 e suas regiões metropolitanas são responsáveis pela produção de 35% dos resíduos sólidos urbanos do País, algo em torno de 91 mil toneladas de lixo geradas por dia. É por essas cidades que os empresários do setor de embalagens propõem começar a logística reversa de seus produtos, excluídas as embalagens de agrotóxicos e óleos lubrificantes que terão modelagem específica de devolução ao ciclo produtivo.

Desde maio os grupos do Comitê Orientador da Logística Reversa da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) trabalham na elaboração dos editais de chamamento das cinco cadeias produtivas definidas como prioritárias pelo próprio Comitê Orientador da PNRS: embalagens em geral; embalagens de óleos lubrificantes; lâmpadas fluorescentes; eletroeletrônicos; descarte de medicamentos.

A previsão é que os editais  de algumas categorias sejam publicados até dezembro deste ano. Com isso as empresas e indústrias envolvidas serão convidadas a apresentar suas propostas de logística reversa, de forma a compor o acordo setorial de cada uma das cadeias.

No caso das embalagens, a proposta está adiantada e uma coalizão de 15 associações do setor liderada pelo Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre) sugere que a cadeia preste todo o apoio para implantação eficaz de coleta seletiva nas cidades-sede da Copa, inclusive com recursos, fortalecendo todo o sistema, desde a educação do consumidor que precisa mudar o comportamento e começar a separar os resíduos domiciliares, incluindo os investimentos necessários para estruturação das cooperativas de catadores que deverão participar em parceria com os serviços de limpeza urbana para recolhimento separado dos resíduos.

“Sabemos que grande parte das embalagens está nas casas das pessoas, que as descartam no lixo comum, até por que a coleta seletiva funciona em apenas 18% dos municípios, mas a separação precisa começar com o consumidor”, alerta o representante do Cempre, Victor Bicca.

O Cempre reúne 75% dos representantes da cadeia de embalagens e conta com a associação de empresas líderes nos mercados de PET, plástico, latas, cerveja, bebidas não alcoólicas, refrigerantes, alimentos, massa, chocolate, óleo vegetal, papel e celulose, higiene pessoal e cosmético e limpeza doméstica. Além disso, estão em negociação avançada com associações do varejo supermercadista e de vidro, ambas interessadas em compor o acordo.

Na visão deles a meta de logística reversa para as embalagens deve ser global para a cadeia e não por segmento separadamente (plástico, lata, papel, etc.). Ainda propõem que o índice esteja atrelado à fração seca de lixo reciclado e não ao percentual de embalagens coletadas por fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, que são os atores envolvidos na questão da responsabilidade compartilhada estabelecida pela Política, no que se refere à restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.

“Esse grupo está empenhado em fazer com que a mudança de hábito do consumidor vire uma realidade”, garantiu Bicca.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, considera a proposta interessante, mas se preocupa com a inclusão dos pequenos e médios empresários do setor e com a regionalização do País que demanda soluções diferenciadas para cada localidade.

“Precisamos focar nessa nova classe média que está consumindo cada vez mais e ter uma visão regionalizada de cada segmento do setor de embalagens para buscar resultados compatíveis com a realidade de cada estado e município”, reforça a ministra.

Alumínio - A reciclagem das latas de alumínio para bebidas movimentou R$ 1,3 bilhão na economia nacional em 2009, conforme dados do Cempre. Só a etapa de coleta (a compra das latas usadas) injetou R$ 382 milhões, o equivalente à geração de emprego e renda para 216 mil pessoas.

É um caso em que o fabricante nem tem a chance de coletá-la e destiná-la à reciclagem, já que é um material valioso e as cooperativas se encarregam eficientemente delas, recebendo, em média, de R$ 3,2 por quilo, o equivalente a 75 latinhas (Cempre-dez/2010).

O que acontece com as latas de alumínio justificaria a proposta do setor de vincular a meta de logística reversa de embalagens à reciclagem, pois, por mais que a indústria não esteja recebendo o produto de volta, a destinação adequada efetiva está acontecendo, já que 98,2% das latas de alumínio foram recicladas em 2009, assegura a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas), superando países industrializados, como Estados Unidos (57,4%), Argentina (92%) e Japão (93,4%).

A reciclagem do alumínio tem números expressivos e tem potencial ainda maior, considerando as 350 milhões de unidades de desodorante aerosol que são fabricadas anualmente e utilizam o mesmo material. De acordo com a associação da indústria de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, esse mercado cresce, em média, 20% ao ano e a estimativa para 2011 é a produção de 420 milhões de unidades que precisam somar ao lucrativo negócio da reciclagem.

Para determinar a meta global e monitorar o cumprimento, eles apoiam a instalação de um fórum com modelo de governança alinhado aos representantes do setor empresarial envolvidos na responsabilidade compartilhada. Seria a instância encarregada de estabelecer as linhas de capacitação e mobilização com os catadores, a partir dos conhecimentos de reciclagem adquiridos pelo setor nos últimos 20 anos, montando as cooperativas e deixando-as aptas para funcionar adequadamente.

“Os investimentos começariam pelas doze cidades-sede da Copa do Mundo, pois até 2014 o tempo seria suficiente para implantarmos a coleta seletiva efetiva apenas nessas localidades, atendendo tanto o prazo da Política de Resíduos Sólidos quanto do evento esportivo, mas na segunda fase expandiríamos para os demais municípios”, argumenta Bicca.

Em contrapartida, o setor pede ao Governo Federal a ampliação do parque reciclador na mesma medida em que aumentará o volume coletado; a desoneração da reciclagem, inclusive para impulsionar a exportação dos produtos brasileiros reciclados, que ainda são mais caros do que os novos e não consomem a matéria-prima; e a criação da política industrial do setor com previsão de investimentos em pesquisa e inovação para incremento das recicladoras com novas tecnologias.

Os empresários ainda alertam que estados com legislação de resíduos sólidos anterior à PNRS, como São Paulo e Espírito Santo, estão cobrando da indústria a implantação da logística reversa, mas para coordenar as políticas estaduais com a nacional, o MMA começa agora um processo de pactuação com as secretarias de ambiente dos estados e com o Ministério Público a fim de organizar o processo e dar conhecimento sobre o andamento do trabalho dos grupos do Comitê Orientador da Logística Reversa da PNRS.

“As cinco audiências públicas regionais para debater o Plano Nacional de Resíduos Sólidos também foram espaços para dialogar com os prefeitos e atores locais sobre o desenvolvimento de toda a Política, que será consolidada gradativamente”, lembra o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Nabil Bonduki. Além disso, estão sendo preparados manuais, guias e cursos a distância para disseminar as informações nos municípios.

Plano Nacional - Nesse processo de debate com a sociedade, o Governo está atento para conciliar todas as metas do Plano Nacional com a necessidade de reduzir a quantidade de lixo seco que chega aos aterros sanitários, e eventualmente aos lixões, pois estudos de gravimetria apontam que ele representa 32% dos resíduos sólidos urbanos, onde há uma grande quantidade de embalagens.

O Plano irá acompanhar o que vai acontecer nos aterros sanitários ao longo do tempo e terá metas de redução dessa quantidade de resíduos secos que chegam a eles. Nas audiências públicas, a logística reversa está sendo discutida em função desses objetivos, que, no caso das embalagens, tem relação direta com a coleta seletiva.

Para ler o resto da notícia, acesse Jornal Dia a Dia

 

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