O QUE É O LIMPA BRASIL!


O Limpa Brasil Let’s do it! é um movimento de cidadania e cuidado com o meio ambiente!

A ideia é convidar os cidadãos para ajudar a limpar suas cidades em um dia. E incentivar a reflexão para a mudança do hábito de jogar lixo fora do lixo.

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Quase 5 toneladas de celulares irão para o lixo neste ano, diz pesquisa

Pesquisa da Fundação Santo André revela que 4.770 toneladas de celulares, incluindo baterias e carregadores, serão descartadas nos aterros sanitários do País neste ano. Em 2013, o montante chegará a 7.500 toneladas. Os números foram obtidos com base em levantamento de vendas em 2010 e projeções de empresas especializadas sobre a vida útil dos aparelhos. O problema é que a maioria vai para o lixo comum e pode causar contaminações.

De acordo com a engenheira ambiental Nathália de Carvalho Aiolfi, que realizou o estudo, em 2010 foram vendidos 48 milhões de aparelhos, com peso médio de 100 gramas no País. “A vida útil é de dois a três anos e hoje existe muita dificuldade no descarte deste material. Grande parte vai para o lixo comum”, afirma. No Estado de São Paulo são registrados 136 celulares a cada 100 habitantes. Em outubro de 2011 foram vendidos 57 mil aparelhos, aumento de 11,2% em relação ao mesmo período de 2010.

Segundo a pesquisadora, apesar do crescimento da venda de celulares no Brasil, e do rápido descarte de aparelhos, não há soluções adequadas para o descarte. “Há um projeto de lei que obriga a padronização de carregadores por parte dos fabricantes. Isso permitiria o reaproveitamento da peça.”

No ano passado foi estabelecida pela Comunidade Europeia norma que padroniza os carregadores de celulares a partir deste ano. “Essa foi uma importante medida que em breve poderá ser copiada pelo Brasil. Porém, um dos principais problemas é o descarte da bateria no lixo comum. Elas contêm metais pesados como lídio e cádmio e, quando vazam, poluem os lençóis freáticos”, destaca o professor Enio Borba Carli, coordenador da pesquisa.

O estudo conclui que não existem políticas públicas nem empresas especializadas na reciclagem de celulares que permitam garantir a ausência de impacto ambiental gerados pelos componentes tóxicos presentes na bateria e em outras peças dos celulares.

 

LEGISLAÇÃO

Com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela lei número 12.305 de 2 agosto de 2010 e que entrou em vigor no ano passado, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes são responsáveis pelo ciclo de vida dos produtos. A legislação também cria obrigações para os órgãos públicos de limpeza urbana e para os consumidores. Todos estão sujeitos a multas pelo não cumprimento da norma. As infrações variam de R$ 500 a R$ 10 milhões.

A nova lei obriga as indústrias e toda sua cadeia de fornecimento a gerenciar esses materiais, adotando medidas para a destinação correta e implementação de coletas seletivas.

Os consumidores também são obrigados a cumprir a legislação, devolvendo seu lixo eletrônico para a indústria.

 Cooperativas passam por treinamento

Em junho deste ano, as cooperativas Vila Popular, Cooperlimpa, Cooperpires, Coopercata, Associação Refazendo e Chico Mendes, todas da região, passaram a recolher celulares para enviá-los para reciclagem. A decisão foi tomada depois que seus integrantes participaram do curso do Projeto Eco-Eletro, que ensina o manuseio correto dos resíduos eletrônicos e o benefício financeiro da sua comercialização.

O projeto, realizado pelo Instituto GEA – Ética e Meio Ambiente, tem por objetivo ensinar aos trabalhadores como manipular com segurança e fazer a triagem dos detritos eletrônicos, a fim de gerar maior renda para as cooperativas de catadores. “Durante o curso aprendemos a fazer a triagem desses produtos e aproveitar cada peça que pode ser reciclada”, afirma a presidente da Associação Refazendo, Francisca Maria Lima Araújo, de São Bernardo.

No entanto, o número de aparelhos recolhidos é pequeno. De acordo com Francisca, por mês a cooperativa recolhe apenas, em média, quatro quilos de componentes de celulares. “Acredito que a maioria das pessoas descarta o material no lixo comum mesmo, o que não é correto.”

Na Cooperlimpa, localizada em Diadema, o recolhimento de celulares também é muito tímido. “É tão pouco que nem contabilizamos quantas peças chegam até nós. Vendemos cada aparelho por cerca de R$ 1 para empresas especializadas na reciclagem desse tipo de material”, diz o presidente da cooperativa, José Lacerda Borges.

FONTE: DIÁRIO DO GRANDE ABC

O destino das 180 mil toneladas de lixo que produzimos todos os dias

Para onde vai o lixo depois que é descartado? Como destinar resíduos para reciclagem, e o que pode ser reciclado? ÉPOCA preparou um especial para mostrar o que acontece com o lixo que você produz em casa

O caminho do lixo (Foto: Reprodução/ÉPOCA)

 

O brasileiro produz, em média, um pouco mais de um quilo de lixo por dia. Um quilo de resíduos indesejados, que simplesmente “jogamos fora”, mas que somados, chegam a incrível cifra de 180 mil toneladas de resíduos descartados todos os dias. Mas o que é jogar fora? Para onde vai esse lixo, e qual as consequências de destinar esses resíduos de maneira inadequada?

ÉPOCA preparou um especial on-line  para responder essas perguntas. A ideia é mostrar  como descartar, reutilizar e reciclar e o que fazer com os rejeitos – a parte do lixo que não tem como ser reciclada.

Em “Comece a reciclagem dentro de casa“, mostramos como descartar o lixo, separando o que deve ser reciclado do lixo que será destinado aos aterros. Duas reportagens mostram o que são os aterros: em “Como funciona um aterro sanitário“, fomos até o Tecipar, aterro que atende as cidades de Santana de Parnaíba, Barueri, Carapicuíba e Araçariguama, na Grande São Paulo. Em “O lixo que vira energia e crédito de carbono“, mostramos o caso do aterro Bandeirantes, desativado em 2007 e que usa as 40 milhões de toneladas de lixo enterradas no local para gerar energia.

Mas antes de o lixo chegar aos aterros, há um longo caminho. Relatamos a rotina dos coletores e a dificuldade em fazer uma coleta diária de mais de 10 mil toneladas de lixo na maior cidade do país em “Quem recolhe o seu lixo“, e o caminho alternativo, em “Como o seu lixo é reciclado“. Além disso, mostramos que lixo eletrônico tem solução em “Seus eletroeletrônicos também podem ser reciclados“.

Você também pode ver os “Números da reciclagem no Brasil” e uma entrevista explicando as mudanças na política brasileira em relação ao lixo, em “O que é o Plano Nacional de Resíduos Sólidos“.

Participe deste especial contando, no espaço para comentários abaixo, iniciativas interessantes sobre o descarte do lixo e deixe suas dúvidas sobre o assunto.

 

FONTE: ÉPOCA

Plano de resíduos sólidos recebe novas contribuições

Em audiência pública nacional, realizada em Brasília, foram acatadas novas propostas à versão preliminar do documento. Setores do Governo, organizações não governamentais e catadores participaram da última reunião presencial.

Em audiência pública nacional, realizada em Brasília, o Ministério do Meio Ambiente acatou, nesta quinta-feira (1/12), novas propostas da sociedade civil, governo, empresas e universidades para a versão preliminar do Plano Nacional de Resíduos Sólidos. O documento agora será submetido aos conselhos nacionais de meio ambiente, cidades, saúde e política agrícola, onde poderá receber novas contribuições. Depois de pronto, segue para apreciação do Palácio do Planalto.

A última de uma série de audiências públicas presenciais que percorreram todas as regiões do País serviu para análise das mais de 900 sugestões diretas e 400 pelo Internet. Foram aceitas 168 emendas. Para o diretor de Ambiente Urbano do MMA, Silvano Silvério, esta etapa é uma das mais importantes do plano. “É fundamental, pois contou com a participação dos vários setores envolvidos e o plano é para todos eles”, afirmou.

O resultado das consultas públicas é um documento que estabelece diretrizes, estratégias, cenários e metas para o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Visto como um novo pacto entre Governo e sociedade civil, o Plano prevê um conjunto de medidas que devem resultar no fim dos lixões, implantação da coleta seletiva, valorização dos catadores e incentivo ao consumo consciente.

Em meados de 2012, o grupo coordenado pelo MMA e composto por 10 ministérios, Casa Civil e Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, encaminha a proposta ao Palácio do Planalto. O texto final, que será transformado em decreto presidencial, prevê a realização de um novo e amplo diagnóstico da situação dos resíduos sólidos no Brasil, traça metas e estabelece prazos para o cumprimento de etapas que resultaram no fim dos lixões e instalação de aterros controlados para destinação exclusiva de rejeitos.

A implementação do Plano vai gerar impactos em vários setores da economia e no dia-a-dia das pessoas. Dados oficiais apontam que a coleta seletiva de materiais recicláveis no País não chega a 28% dos municípios brasileiros. Somente 392 municípios contam com estruturas para reutilização e reciclagem, mesmo assim, parte deles necessita de recuperação. Para reverter esse quadro, o Plano traz metas regionais até 2031 e propõe mecanismos de financiamento.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

Soluções para o lixo variam conforme as cidades, diz especialista

“A melhor saída é aquela que atende às necessidades de cada município”, disse o coordenador do Grupo de Resíduos Sólidos da Universidade Federal de Pernambuco, José Fernando Thomé Jucá, na 12ª Conferência das Cidades.

O coordenador do Grupo de Resíduos Sólidos da Universidade Federal de Pernambuco, José Fernando Thomé Jucá, defendeu nesta quarta-feira que não há solução homogênea para o tratamento dos resíduos sólidos. “A melhor saída é aquela que atende às necessidades de cada município”, disse o professor durante a 12ª Conferência das Cidades, promovida pela Comissão de Desenvolvimento Urbano.

Como exemplos, Jucá lembrou que São Paulo gera uma quantidade muito grande de resíduos plásticos, enquanto na Amazônia a maior parte do lixo é orgânica. Segundo ele, a composição dos descartes já determina a solução. “Para o material orgânico o melhor é tratamento biológico, já plásticos podem gerar energia a partir de calor ou biodegradação.”

O professor coordena um grupo de 65 pesquisadores que analisa a situação brasileira e soluções adotadas em outros países. De acordo com ele, o objetivo do trabalho, financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), “é ajudar a discutir as tecnologias mais apropriadas para cada região do Brasil”.

Gaseificação
Na opinião do presidente do Instituto Brasil Ambiente, Sabetai Calderoni, “a nova trincheira” do tratamento de resíduos é a gaseificação. De acordo com ele, “em vez de gastar 100 para construir um aterro, a prefeitura pode gastar 80 com uma central de reciclagem, porque em algum tempo o aterro se esgota”.

Calderoni frisou que a gaseificação e a incineração são processos muito diferentes. Ao contrário da segunda, na gaseificação não ocorre queima. Os materiais são aquecidos a 800 graus, mas na ausência de oxigênio.

“Temos aí uma possibilidade de processamento dos materiais descartados a custo muito baixo sem poluição”, sustentou. Segundo o especialista, “o Brasil perde 10 bilhões de dólares por ano apenas por não reciclar o lixo residencial”.

Prejuízos 
Os prejuízos podem ser ainda maiores devido à má utilização dos recursos investidos. De acordo com a representante da Caixa Econômica Federal, Denise Seabra, a maioria dos aterros sanitários tornam-se lixões. Se os critérios de financiamento não considerarem a continuidade das ações, disse, “será um investimento perdido, porque em pouco tempo deixará de atender aos propósitos previstos”.

Denise Seabra informou que a Caixa conta com uma linha de crédito, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que cobre todos os itens necessários na elaboração de planos de gestão de resíduos. Os critérios do banco incluem até mesmo a contabilização dos possíveis ganhos com créditos de carbono como garantia adicional do financiamento.

A especialista lembrou que os lixões emitem grandes quantidades de metano, gás que contribui para o aquecimento global. Com a instalação de aterros sanitários, portanto, é possível não apenas aproveitar esse gás, como receber créditos de carbono devido à redução das emissões.

Comparação

Exemplo de gestão eficiente do lixo urbano, a Holanda produz anualmente a mesma quantidade de resíduos sólidos que o Brasil (60 milhões de toneladas), embora em um território equivalente a 0,5% do brasileiro. A informação é do coordenador do Departamento Nacional de Resíduos Sólidos da Holanda, Herman Huisman.

A grande diferença é que no país europeu apenas 3% do total de resíduos sólidos vão para os 22 aterros sanitários existentes. Segundo Huisman, o índice de reciclagem chega a 80%. O material restante é distribuído entre 22 usinas de compostagem e 12 incineradores instalados. No Brasil, estima-se que menos de 2% do material descartado seja reciclado.

De acordo com o especialista, os incentivos econômicos foram fundamentais para o sucesso do programa. “Os impostos para aterros são muito baratos”, sustentou Huisman. Além disso, quem paga pelo tratamento dos resíduos são os consumidores, não todos os cidadãos.

Cidade Cidadã
Ao final da conferência, o presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano, Manoel Júnior (PMDB-PB), entregou o selo Cidade Cidadã a quatro municípios que se destacaram na adoção de boas soluções para o tratamento de resíduos sólidos.

Duas cidades gaúchas foram premiadas – Novo Hamburgo e Rio Grande. As demais ganhadoras foram Sertânia (PE), Miguel Pereira (RJ) e Sertãozinho (PB).

Reportagem – Maria Neves
Edição – Ralph Machado

Regiões urbanas produzem 2,5% de lixo do planeta

“Para cada saco de lixo produzido em nossas casas, outros 60 foram gerados antes”, estimou o sociólogo Maurício Waldman, ao se referir aos centros urbanos, que geram apenas 2,5% de resíduos produzidos no planeta – o que representa quatro bilhões de toneladas ao ano. Dos 30 bilhões de toneladas/ano de lixo lançados no mundo, a maioria é produzido pelos setores de pecuária, agricultura e mineração

Segundo Waldman, também doutor em geografia e autor do livro “Lixo – Cenários e Desafios”, indicado ao Prêmio Jabuti em 2011, na categoria Ciências Naturais, apesar de representar a menor produção de lixo no  planeta, os resíduos sólidos urbanos são um problema para países emergentes.

“Nós mandamos para a compostagem apenas 2% do lixo orgânico urbano e reciclamos 13% da parte seca”, afirmou o sociólogo ao comparar o Brasil com a Índia, que faz compostagem de 65% des seus resíduos orgânicos. “Agora se fala em políticas para lidar com o metano, gás gerado nos aterros. Mas temos de evitar que ele seja gerado, mandando o mínimo possível para o aterro”, frisou.

O Brasil, que abriga 3% da população mundial, é responsável por 5,5% do lixo do planeta. “Em parte porque o país está exportando commodities como minério, grãos, carne, etc. A mineração é responsável por 38% do lixo gerado no mundo e a pecuária e agricultura, juntas, por 58%”, assegurou Waldman.

Elo entre reciclagem e catador
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) calculou o prejuízo de um sistema de coleta e de reaproveitamento de resíduos em R$ 8 bilhões/ano. Já o professor Sabetai Calderoni, autor do livro “Os Bilhões Perdidos no Lixo”, estimou que os déficits somam US$ 10 bilhões ao ano.

“Daria para fornecer cestas básicas mensais para todas as famílias pobres do país e ajudá-las a pagar a prestação de uma casa popular”, constatou Calderoni, que comentou sobre as vantagens que as regiões de reciclagem têm em relação aos aterros. “Elas ocupam uma área mil vezes menor que um aterro e a vida útil não acaba nunca. Além disso, o aterro tem de ser monitorado por anos após ser desativado”, explicou o professor, que é presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável (IBDS) e participou da elaboração da Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS).

Waldman destacou a importância dos catadores na cadeia de reciclagem. “Eles coletam 90% do material que retorna para a cadeia produtiva. Sem os catadores, teríamos mais 7 milhões de toneladas ao ano de lixo seco sendo desperdiçado no País.”

A PNRS tenta inserir os catadores, que geralmente vivem em situação de risco, formalmente na cadeia. Apenas 142 municípios brasileiros mantêm convênios com catadores, de aproximadamente cinco mil.

 

 

 

 

Fonte: Setor Reciclagem

Os podres do nosso lixo

Os sacos que amanheceram boiando no Rio Tietê na última terça-feira (11) eram o lembrete de algo que a cidade não pode varrer para debaixo do tapete. Naquela manhã, os paulistanos viviam a ressaca dos estragos causados por quatro horas de forte chuva na noite anterior. Em questão de minutos, a capital tornou-se intransitável, com 125 alagamentos registrados. Entre os pontos submersos, estavam trechos das marginais Pinheiros e Tietê, onde a água trazia de volta a sujeira descartada nos rios e córregos que ali desembocam. À medida que a água baixava e a imundície secava em calçadas e canteiros, uma coisa ficava mais do que evidente: a íntima relação entre a maneira como tratamos nosso lixo e o caos que se repete após as chuvas.

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Governo posterga para junho metas para reciclagem de resíduos sólidos

O governo federal tem até junho para elaborar uma proposta referente à Política Nacional de Resíduos Sólidos que inclua metas de redução e reciclagem de resíduos e também a definição de como vão funcionar os sistemas de logística reversa para embalagens, eletroeletrônicos e lâmpadas, entre outros itens.

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